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São Paulo

Cueva diz que errou com R. Caio e crava: "SP não vai cair"

Após reunião com companheiro e o grupo nesta segunda-feira, peruano concedeu entrevista coletiva e disse ter interpretado mal as críticas do zagueiro

11 set 2017
19h21
atualizado às 19h49
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Cueva quebrou o silêncio nesta segunda-feira. Após preferir alfinetar Rodrigo Caio a se pronunciar no último sábado após o empate com a Ponte Preta, o meia peruano concedeu entrevista coletiva e se desculpou com o companheiro. Cueva disse que errou ao interpretar mal as críticas do zagueiro, feitas na semana passada. Eles tiveram uma conversa nesta segunda antes do treino e, aparentemente, apararam as arestas.

Cueva em entrevista coletiva no São Paulo
Cueva em entrevista coletiva no São Paulo
Foto: Marcello Zambrana/AGIF / LANCE!

"Nós nos falamos por Whatsapp e, hoje, conversamos. Foi bom. Depois de tudo isso, também falamos com o grupo. Mas quero falar que o erro foi meu. Na semana passada, falaram o que o Rodrigo falou de mim, não escutei ele falar, só vi a imprensa. Foi um erro meu e peço desculpas ao meu companheiro, que é um cara legal", afirmou o peruano.

Na sequência, o camisa 10 admitiu que esse tipo de coisa não ajuda e cravou que o São Paulo não será rebaixado no Campeonato Brasileiro. A equipe ocupa a 19ª colocação no Brasileiro, com 24 pontos.

"Sabemos a situação que estamos. Não adianta falar algo que não vai ajudar o grupo. Entendemos a torcida, mas o grupo, independentemente de tudo que aconteceu, sabe que vai sair dessa. O São Paulo é grande. Não vai cair", decretou Cueva.

A reação do peruano se deve a comentário feito por Rodrigo Caio na quinta-feira passada. Perguntado por que o peruano não rendia no clube o que apresentava na seleção e se precisava melhorar, o zagueiro disse:

"Situação difícil. Acho que é muito pelo momento que a gente vive. É difícil o jogador desempenhar o seu melhor. Já passei por muitas coisas aqui. Ainda mais para ele, que articula todas nossas jogadas. Mas ele também sabe, sabe que tem de melhorar. A gente tenta ajudá-lo, mas ele também tem de se ajudar, crescer, querer melhorar. Ele tem consciência disso. Esperamos que ele volte bem, focado, concentrado, e possa nos ajudar bastante".

No sábado, após o duelo contra a Ponte, Cueva passou pela zona mista e, ao ser perguntado por um jornalista, se daria entrevista, ele se recusou e mandou.

"Fala com Rodrigo Caio. O Rodrigo Caio que vai falar".

Por essas e outras, falou nesta segunda-feira com a imprensa. Ele não vive boa fase no time e ficou no banco de reservas contra a Ponte, dando lugar a Lucas Fernandes. Após o jogo, o técnico Dorival Júnior defendeu o peruano e disse que ele pode voltar ao time ao lado de Lucas.

Acompanhe outros trechos da coletiva do meia peruano nesta segunda. No fim, ele pediu a palavra e fez um pronunciamento:

"Quero falar uma coisa. Nunca vou me esconder do meu grupo em momentos ruins, como em momentos bons. Nos momentos ruins, sempre vou aparecer".

Reunião com jogadores e a diretoria
"Não vou falar sobre isso. Mas estou em clube grande e sempre estou pressionado. mas a conversa que tivemos é interno, não vou falar. Como não falam sobre conversas com a família".

Ser cobrado pelos colegas
"A palavra cobrado não sabe como usam aqui. Cobrado é que o cara faça as coisas direito, da melhor maneira. E esse é o trabalho de todos. Do Cueva, do Rodrigo Caio, Lugano, Petros, Pratto. Todos temos o objetivo. Independentemente de quem jogue ou não, temos que trabalhar juntos para sair da zona de rebaixamento e, depois, pensar em outra coisa".

Propostas para sair
"Falaram muito que tive proposta e estou chateado porque não saí, mas isso é secundário. Vim ao São Paulo porque quis, porque sei como o São Paulo é grande. Uma proposta do estrangeiro será tratada internamente. Mas meu rendimento não caiu por causa disso".

Reunião com a torcida
"A torcida está em seu direito. Também passam por um momento duro. Só queremos que seja uma conversa para somar. Nada além disso".

Hernanes
"Hernanes é tão importante quanto todos. É um jogador que todos conhecem, tem a imagem do clube, como Lugano. Veio a somar e ajuda muito, e ensina muito como jogador e pessoa. Só vamos reverter a situação com trabalho. Estando todos juntos, como é o São Paulo, e muitos falam que estamos brigando, mas não é assim. Não gosto que falem isso. Somos numa família, temos problemas, ma s solução está conosco. Jogadores e comissão técnica têm que trabalhar".

Reserva e melhor momento na seleção
"Nos momentos bons no São Paulo, estávamos começando um ótimo ano, me cobravam na seleção, porque meu momento lá não era bom. Agora, inverteu. Esse é o futebol. Vamos tomar nosso caminho. E quem sou eu para dizer se é justo ou não sair do time? Deixo com Dorival e quero apoiar, independentemente de quantos minutos jogar. O São Paulo precisa de mim, do Rodrigo Caio, da torcida e de todos".

Apoio da diretoria
"Vocês acham que não temos jogadores para sair dessa situação? A diretoria está sempre junto, dá o melhor, não deve nada, trabalha como time grande, se preocupando não só com jogador, mas como pessoa. Podem não achar isso importante, mas nós, jogadores, achamos".

LANCE!

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