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Cruzeiro se manifesta a favor de jornalista e torcida 'Marias de Minas' por ataques homofóbicos em live

Guilherme Piu, do "Hoje em Dia" e o coletivo de torcedores sofreram ataques e ameaças durante um bate-papo virtual para sobre a Raposa

24 mai 2020
18h04
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Outra ação criminosa e preconceituosa foi presenciada na internet no último dia 20 de maio, quarta-feira. Em uma live sobre o Cruzeiro, a torcida "Marias de Minas", assumidamente gay e sempre presente nos estádios apoiando o time celeste, sofreu um ataque homofóbico e ameaças de violência.

Um dos participantes da live, o jornalista Guilherme Piu, do jornal "Hoje em Dia", também foi ameaçado durante a transmissão com comentários preconceituosos e incitando a violência contra ele. O Cruzeiro se pronunciou em suas redes sociais apoiando o jornalista e o fundador da "Maria de Minas".

A live tinha como pauta a atual situação da Raposa, que vive sua maior crise financeira e institucional da história celeste. A prosa ia sendo conduzida em um bate-papo sem maiores problemas, quando vários espectadores da live iniciaram os comentários ofensivos e abusivos, ameaçando os participantes.

O jornalista e os membros da "Maria de Minas" tiraram prints das telas e farão boletins de ocorrência para relatar as agressões. O boletim de ocorrência será o primeiro passo para a punição dos agressores virtuais.

O Cruzeiro se manifestou em sua conta no Twitter contra as agressões sofridas pelos torcedores da Maria de Minas pelo jornalista Guilherme Piu-(Reprodução)
O Cruzeiro se manifestou em sua conta no Twitter contra as agressões sofridas pelos torcedores da Maria de Minas pelo jornalista Guilherme Piu-(Reprodução)
Foto: Lance!

-Isso não vai ficar assim. Na segunda-feira, 25 de maio, farei o boletim de ocorrência- disse o presidente e fundador da torcida, Yuri Senna.
O repórter Guilherme Piu também se pronunciou e disse que fará denúncia contra os torcedores.

-Quis dar voz a eles tendo como difusor dessa causa o Yuri Senna, a quem chamo de um ícone da torcida do Cruzeiro. Pela luta, pela batalha e força de vontade que ele mostra nessa busca por direitos básicos a qualquer pessoa. E, principalmente, uma luta por espaço e representatividade em um meio tão homofóbico e machista como o do futebol. Eles lutam por respeito e eu vou lutar junto com eles depois de tudo que vivi, e de tudo que aprendi. Por que também já estive do outro lado e me envergonho por saber que cometi erros no passado não enxergando o quanto é importante abraçar essa causa- disse.

O sindicato dos jornalistas de Minas Gerais também se manifestou sobre o ocorrido.

-Vamos entregar essas ameaças para o Ministério Público de Minas Gerais e esperamos que as denúncias surtam efeitos e que algo seja feito. Que os responsáveis sejam enquadrados pelas autoridades- disse a presidente do sindicato dos jornalistas de Minas Gerais, Alesandra Melo.

A homofobia é crime e o Supremo Tribunal Federal equiparou a o ato como crime de racismo com o Mandado de Injunção 4733, sendo crimes são inafiançáveis e imprescritíveis.

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