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Cruzeiro pode cair para a Série C por dívidas, diz dirigente

Saulo Fróes revelou que a Raposa tem até o dia 1º de abril para quitar R$ 60 milhões na entidade por processos movidos contra o clube

31 jan 2020
06h14
atualizado às 13h04
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O presidente do conselho gestor do Cruzeiro, Saulo Fróes, revelou um temor que pode afetar diretamente o clube por conta de uma dívida de cerca de R$ 60 milhões com a FIFA. Segundo o dirigente, se o valor não for quitado até o dia 1º de abril, a punição seria o rebaixamento para a Série C do Campeonato Brasileiro.

Torcida do Cruzeiro durante a partida entre Cruzeiro e Palmeiras, válida pela Série A do Campeonato Brasileiro 2019 no Mineirão em Belo Horizonte
Torcida do Cruzeiro durante a partida entre Cruzeiro e Palmeiras, válida pela Série A do Campeonato Brasileiro 2019 no Mineirão em Belo Horizonte
Foto: Uarlen Valerio/O Tempo/Futura Press

Os débitos são referentes aos processos que o Cruzeiro sofreu e perdeu de credores na entidade, sendo obrigado a quitar o valor para evitar punições esportivas.

"Estamos negociando com os bancos, quase todos conseguimos, mas o maior problema hoje é a dívida da Fifa, que é de R$ 60 milhões, no dia 1º de abril. Esse estamos focando para resolver. (Se não pagar) vai para Terceira Divisão e ainda perde seis pontos. Isso pode acontecer", disse Fróes em entrevista no Troféu Guará, promovido pela Rádio Itatiaia.

Com o prazo curto para levantar recursos, Saulo Fróes diz trabalhar em estratégias para conseguir obter o dinheiro a tempo e evitar um problema maior.

"Vamos ter que nos virar. Não temos a mínima ideia agora, completa, do que vamos fazer. Estamos com algumas estratégias, que ainda não podemos revelar, e estamos vendo se serão viáveis.

Dívidas tributárias e Profut também em pauta

Durante o evento, Saulo Fróes também comentou sobre os problemas fiscais que o Cruzeiro vive, com altas dívidas tributárias que, se não forem ajustadas podem tirar o clube do Profut (Programa de Modernização da Gestão de Responsabilidade Fiscal do Futebol Brasileiro), aumentando e muito os débitos fiscais.

"A situação é realmente muito delicada, muito perigosa. Vamos tentar resolver. Sexta-feira estamos indo em Brasília justamente para tentar iniciar um processo e mostrar que hoje a cara do Cruzeiro é outra. É outro Cruzeiro. Aquele que não tinha credibilidade perante ao governo acabou. Fomos, inclusive, convidados a ir lá", confirmou.

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