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Cristiano Ronaldo: "Não gosto que pensem que sou um robô"

Português abriu o jogo sobre a sua relação com a família, a pressão exagerada, problemas com o Fisco espanhol e outros assuntos

3 mai 2019
10h08
atualizado às 11h34
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Cristiano Ronaldo abriu o jogo. Em entrevista a 'Icon', o português falou da pressão e da cobrança exagerada, da formação de um mito ao redor de seu nome, a relação com a família, problemas com o Fisco espanhol, novos negócios e como é sua recepção em Barcelona. Confira os melhores momentos da entrevista.

Cristiano Ronaldo abriu o jogo (Foto: Reprodução L!TV)
Cristiano Ronaldo abriu o jogo (Foto: Reprodução L!TV)
Foto: LANCE!

DESAFIOS
"As vezes me me incomoda e cansa, porque parece que todo os anos tem que provar que você é muito bom. É difícil. Tem o que tem por conta dessa pressão adicional de ter que demonstrar algo para as pessoas, não só para si mesmo. Também tem as pessoas que estão ao seu redor. Sua família, sua mãe, seu filho.. 'Cris, tem que ganhar amanhã'. Isso faz com que você fique mais ativo. Chega um momento que você diz: 'Olha, me deixa'."

PRESSÃO E COBRANÇA
"Eu vejo o futebol como uma missão: ir ao campo, ganhar e fazer o melhor. Esses momentos que você vai a campo pensando 'vou driblar'.. sou honesto: esses momentos não tenho. Tem uma pressão adicional. Estão sempre te julgando: 'Está acabado. Tem 33, 34 ou 35 anos, deveria se aposentar'. E você quer surpreender essas pessoas."

ROBOZÃO?
"Não quero que pensem que sou um robô, mas se me vem como uma pessoa que nunca pode ter um problema, não pode estar triste, não pode ter preocupações. As pessoas identificam o não ter problemas com o dinheiro. Como pode estar triste, Cristiano, se tem milhões? Devo entender que as pessoas não pensam como eu, não viveram certos momentos. Eu entendo. Sei que tem pessoas com uma escopeta esperando que o Cris desperdice um pênalti ou que fracasse em uma partida crucial. Faz parte da vida e preciso estar preparado. Estou preparado há anos."

SOBRE ABRIR UM NEGÓCIO EM MADRI
"Os espanhóis me trataram bem. Queria dar trabalho para eles, independente de ter tido problemas com o Fisco, porque isso não posso esconder, minha vida é um livro aberto. Vou com a cabeça erguida, sei que as pessoas me querem, sei que dei muito ao clube. Nas ruas me dizem: 'Cris, volta para casa, esta casa é sempre sua'. Gosto de ouvir isso."

E BARCELONA?
"(Risos) Barcelona não é para mim, não. Fui uma ou duas vezes e senti que as pessoas não gostam muito do Cristiano. Mas é normal por conta da rivalidade, está tudo bem."

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