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Corpo de Eurico Miranda é velado em capela de São Januário

Velório na Capela Nossa Senhora das Vitórias teve início na noite desta terça-feira e vai até a manhã de quarta, reunindo muitos personagens com história dentro do Cruz-Maltino

12 mar 2019
22h02
atualizado às 23h10
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O corpo de Eurico Miranda será velado na Capela Nossa Senhora das Vitórias, em São Januário, até o fim da manhã desta quarta-feira, quando será levado para o enterro, no cemitério São João Batista. Na noite desta terça, amigos, familiares, dirigentes e ex-dirigentes, adversários políticos, figuras do futebol e até atletas da base cruz-maltina estiveram no clube prestando homenagens ao ex-presidente. Eurico morreu no início da tarde, após complicações em decorrência de um câncer no cérebro. Eurico Brandão, o Euriquinho, filho e dos companheiros mais próximos do pai na rotina vascaína, contou que o pai viveu o clube até os últimos momentos. E agradeceu.

- Hoje é um dia em que constatamos que mesmo os grandes adversários políticos e inimigos, nenhum questiona o amor que ele tinha pelo Vasco e a dedicação pelo clube. Essa é a lição. Muita gente duvidou disso em muitas ocasiões, mas a prova é que o mundo do futebol reconhece o quando ele amou e lutou pelo Vasco. Se errou ou acertou, é da vida. Quando amamos algo, nem sempre fazemos tudo de maneira correta. Se fosse assim, o amor resolvia tudo. Por amor, você comete erros e injustiças. Mas, sem dúvida, ele conduziu a vida pautada no amor - declarou.

Eurico Miranda lutava contra o câncer há 12 anos. Há quem diga que, quando estava no clube, ganhava forças para lutar contra a doença. Houve tumores em locais diferentes no período.

- Muitos dizem isso. Eu não sei. Quando voltamos para o Vasco, em 2014, ele tinha um problema sério do retorno do câncer no pulmão. Ele teve na bexiga em 2007 e enfrentou a doença quando não estávamos aqui. Quando ele voltou para o Vasco, parece que a volta da doença, quando ele estava aqui, pode ter dado ânimo a ele. Aqui ele estava com os amigos dele, com as pessoas que gosta. Ele vivia esse clube, gostava de estar aqui. Mesmo doente, veio muitas vezes, praticamente todos os dias. Enquanto teve forças, vinha todos os dias na capela. Tinha muito prazer em estar no Vasco. Foi a vida dele. Não sei se fez ele resistir mais ou não, mas fez ele viver - avaliou.

Já Alexandre Campello, presidente do Vasco, e com décadas de convivência com Eurico, reflete sobre o legado deixado pelo ex-mandatário. Miranda comandou o clube em duas oportunidades, mas esteve ativo, em diferentes cargos, desde os anos 1960.

- Não sei o que vai embora junto com ele, sei que vai ficar muita coisa. Essa paixão pelo clube, a demonstração de luta, de defesa pelo Vasco acima de qualquer coisa. Acho que ele deixa muito mais do que leva. O Eurico foi a figura central de um período de glórias do Vasco, conquista de três Brasileiros, Libertadores, Mercosul... mas especialmente acho que ele estimulou a autoestima do vascaíno - entende.

Por sua vez, Fernando Horta, que já esteve muito próximo, mas estava, atualmente, distante de Eurico, ponderou os feitos do homenageado. O último cargo ocupado por Miranda foi a presidência do Conselho de Beneméritos.

- Estávamos em situações diferentes, mas os dois pensando no melhor para o Vasco. As opiniões divergem e quando começamos a divergir demais eu me afastei. Mas não podemos ignorar o legado que ele deixou para o Vasco da Gama e o que ele fez de bom para o clube - resumiu.

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