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Conselho estadual nega pedido de tombamento do complexo esportivo do Ibirapuera

O Conselho de Defesa do Patrimônio Histórico, Arqueológico, Artístico e Turístico do Estado de São Paulo votou contra o pedido. Plano do Governo Dória é a privatização do conjunto

1 dez 2020
14h59
atualizado às 15h03
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Nesta terça-feira (1), o Conselho de Defesa do Patrimônio Histórico, Arqueológico, Artístico e Turístico do Estado de São Paulo (Condephaat) rejeitou o pedido de abertura do processo de tombamento do Conjunto Esportivo Constâncio Vaz Guimarães, onde está localizado o ginásio do Ibirapuera.

O projeto de concessão do conjunto é causa de embates entre membros do governo e especialistas (Foto: Reprodução/Governo de São Paulo)
O projeto de concessão do conjunto é causa de embates entre membros do governo e especialistas (Foto: Reprodução/Governo de São Paulo)
Foto: Lance!

A decisão acontece em acordo com os planos do governador João Dória para o conjunto localizado na zona sul da cidade de São Paulo. O Governo do Estado pretende ceder o espaço de 92 mil m² para a iniciativa privada, em contrato de 35 anos. Um projeto de construção de uma arena multiuso no local das pistas de atletismo e um shopping no setor do ginásio já existe.

No pleito, 16 conselheiros votaram contra, enquanto 8 se posicionaram favoravelmente. O resultado da votação permite que as estruturas do local sejam demolidas. Caso o tombamento fosse aprovado, a derrubada dos prédios seria proibida e a concessão do espaço perderia valor e interesse dos empresários, que visam explorar uma das regiões mais ricas da capital paulista.

Vale lembrar que a composição dos conselho foi alterada por Dória em abril de 2019. Antes da mudança, a formação se dava por 12 conselheiros das universidades, entre os 30 totais. Hoje, apenas 4 dos 24 conselheiros são das instituições de ensino. Além disso, o governador passou a escolher os representantes de universidades e da sociedade civil.

A Secretaria de Esporte do Estado aponta que o investimento mínimo é de R$ 220 milhões. O concessionário deve ser escolhido no mês de fevereiro. Caso a privatização seja feita, atletas que utilizam a área terão que se deslocar para a Vila Olímpica Mário Covas, na região do Butantã ou locais conveniados em cidades da Grande São Paulo.

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