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Com experiência de Tabárez, Uruguai passa por renovação do grupo

Elenco uruguaio ainda conta com diversos medalhões que formam a espinha dorsal, mas começa a ver atletas mais jovens nas competições disputadas

23 jun 2019
07h02
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Com nomes muito conhecidos no elenco, o Uruguai enfrenta um processo de renovação da seleção. Esta edição da Copa América começa a traçar as últimas competições da espinha dorsal da Celeste, que passa a trazer novos jogadores para mesclar juventude e experiência. Para tocar esse momento, os uruguaios contam com o treinador Óscar Tabárez, uma das maiores referências no cargo, e que atualmente está há 13 anos ininterruptos no comando do time.

Tabárez está no comando do Uruguai há 13 anos de forma ininterrupta (Foto: Wander Roberto/CA2019)
Tabárez está no comando do Uruguai há 13 anos de forma ininterrupta (Foto: Wander Roberto/CA2019)
Foto: Lance!

- Isso marca um pouco a linha da profissionalização do processo do Maestro (Tabárez) e do grupo na seleção. A história se marca com o tempo, os anos. Fica marcado por fazer bem seu trabalho, vai chegando um momento que tem um companheiro que vai passar, bater um recorde. O mais bonito é o grupo, o mérito de cada um de trabalhar bem na sua equipe e vestir a camisa da seleção. São coisas que nos motivam e dão alegria. Querer estar sempre, cada um em seu clube se preparar e chegar bem na seleção. Em um momento alguém vai passar o Cavani. Depende da continuidade de cada um - disse o atacante Edinson Cavani, em entrevista coletiva.

Com três Copas do Mundo seguidas e um título da Copa América, o "Maestro" Tabárez supera as limitações físicas geradas por uma doença para continuar ensinando o que sabe os jogadores. Referência até para Tite, o treinador tem o carinho das grandes estrelas do time, como o próprio Cavani deixou claro na coletiva.

O início de Tabárez na seleção uruguaia foi marcada por uma reformulação no elenco, com a exigência de que mesmo os grandes jogadores se dedicassem. Agora, com os métodos do técnico por muitos anos, o processo para mudança de geração é feito com mais cautela.
Em contato com o LANCE!, o jornalista uruguaio Juan Pablo Romero, do EL PAÍS, falou sobre esse processo vivido pela seleção. O Uruguai volta a entrar em campo nesta Copa América nesta segunda-feira, contra o Chile, no Maracanã. A bola rola às 16h (de Brasília). Por enquanto, a Celeste tem uma vitória e um empate na competição.

- Uma das grandes virtudes que tem o processo de Tabárez é a organização. E dentro disso entra visualizar o futuro. O treinador sempre comenta que não é um processo apenas da seleção principal, mas passa pelos times de base. Os jogadores do sub-15, sub-17, sub-20 tem muito mais possibilidades de formar o time principal pois já conhecem o modelo de jogo, os valores. São poucos jogadores que não fizeram parte disso. Noventa por cento dos jogadores que estão hoje passaram por alguma equipe de base. Giménez, uma das referências da seleção, passou pela base. Tem jogadores de muita experiência, mas também jovens, que são titulares, como Betancur e Federico Valverde. Os dois formaram o meio-campo que chegou às semifinais do Mundial sub-20. Agora tem a mescla perfeita entre jogadores com experiência a nível mundial e outros que estão em boas equipes e ganhando espaço na seleção - analisou.

Lance!
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