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COI considera Jogos Olímpicos no primeiro semestre de 2021

Presidente Thomas Bach afirma que decisão será tomada o mais rápido possível. Entidade montou força-tarefa para tratar adiamento

25 mar 2020
17h33
atualizado às 17h53
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Um dia após sacramentar o primeiro adiamento de uma edição de Jogos Olímpicos e Paralímpicos na história, o Comitê Olímpico Internacional (COI) montou uma força-tarefa para definir a grande questão em aberto sobre Tóquio-2020: as novas datas. O alemão Thomas Bach, presidente da entidade, prometeu nesta quarta-feira que a decisão será tomada "o mais rápido possível", e considerou a possibilidade de as disputas ocorrerem logo no primeiro semestre, e não necessariamente no verão no hemisfério norte.

"(Os Jogos) não se restringiriam aos meses de verão" disse Bach, em teleconferência com jornalistas.

Presidente do COI, Thomas Bach prometeu definição rápida de datas do megaevento (Foto: AFP)
Presidente do COI, Thomas Bach prometeu definição rápida de datas do megaevento (Foto: AFP)
Foto: LANCE!

O dirigente afirmou que o adiamento, decorrente da pandemia do novo coronavírus, é um "enorme quebra-cabeça e que todas as peças precisam se encaixar". Ele também destacou a necessidade de "sacrifícios e compromissos" de todas as partes interessadas para garantir o sucesso dos Jogos e afirmou que o diálogo com as federações internacionais dos 33 esportes do programa olímpico terá sequência nesta quinta-feira.

"Temos que ver com eles quais são as opções. Depois de consultá-los, também precisamos levar em conta o calendário esportivo dos Jogos Olímpicos e muitas outras questões. Devemos chegar a uma solução o mais rápido possível, mas a primeira prioridade deve ser a qualidade da decisão, para poder realmente levar em consideração a entrada de todas as partes interessadas" disse Bach.

O futuro da Vila Olímpica, cujos apartamentos já estavam reservados para seus compradores, bem como a disponibilidade de diversas instalações reservadas para o megaevento ainda é incerto. O ex-esgrimista afirmou que ainda não há uma solução para essas questões.

"Esta é uma das muitas milhares de perguntas que essa força-tarefa terá que resolver. Esperamos e faremos o que pudermos para que haja uma vila olímpica, a vila é onde o coração dos Jogos bate", declarou Bach.

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