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Foto: Marcos Bezerra / Futura Press

São Paulo

Cícero se diz triste com afastamento, nega problemas e pede respeito

Em nota oficial divulgada nesta quarta-feira, jogador comentou a decisão da diretoria do São Paulo de tirá-lo do dia a dia. Ele disse que nunca teve problemas de relacionamento

9 ago 2017
17h54
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O meia Cícero se pronunciou por meio de nota oficial sobre o seu afastamento do São Paulo, consumado nesta quarta-feira. No texto, o jogador nega que tenha tido qualquer problema de relacionamento no grupo, um dos argumentos internos para justificar a decisão. Diz ainda que ficou triste com a atitude da cúpula, mas que continuará "trabalhando sério". O jogador usou sua carreira para pedir respeito. Essa é a segunda passagem dele pelo Tricolor, que defendeu entre 2011 e 2012.

Cícero foi contratado no início do ano a pedido de Rogério Ceni, e reforçou isso na nota. Disse que saiu da zona de conforto que estava no Rio de Janeiro para tentar conquistar títulos no clube. Ele tem contrato até dezembro de 2018.

A decisão foi confirmada nesta quarta, mas já vinha sendo amadurecida. Há duas semanas, a diretoria comunicou o estafe do atleta que ele estava fora dos planos e poderia buscar outro clube. Na época, foi utilizado o argumento de que ele tinha sido indicação de Ceni e que, com a saída do técnico, não estava mais nos planos

Confira abaixo a nota oficial de Cícero:

""Gostaria de esclarecer algumas informações que estão sendo veiculadas na imprensa sobre a minha situação no São Paulo. Quero deixar claro que não tenho inimizade alguma dentro do elenco, muito pelo contrário, tenho muitos amigos e sempre tive uma ótima relação com todos. Fiquei muito feliz em receber ligações de vários companheiros prestando solidariedade nesse momento.

Retornei para o São Paulo para ajudar o time a conquistar grandes coisas. Saí da minha zona de conforto, pois estava muito bem adaptado ao Rio de Janeiro, e aceitei a proposta de voltar por confiar no projeto que a diretoria e a comissão técnica me ofereceram. Infelizmente, a fase que o São Paulo se encontra dentro e fora de campo não é boa, e como normalmente acontece no futebol, quiseram achar um culpado por toda situação. Vale lembrar que, dos 19 pontos conquistados pelo clube no Campeonato Brasileiro, 15 deles eu estava em campo ajudando meus companheiros.

Retornei ao clube através de um convite do Rogerio Ceni, homem escolhido pela direção para comandar o time na temporada, mas que teve seu trabalho subitamente interrompido para que uma nova comissão técnica assumisse o comando do elenco.

Em todos os clubes que defendi, sempre trabalhei da forma mais profissional possível e nunca tive histórico de problemas de relacionamento. Construí ao longo dos anos uma carreira séria, com muitas conquistas e gostaria que isso fosse respeitado.

Fico triste com a decisão tomada pela diretoria do São Paulo, mas vou respeitar e continuar trabalhando de forma séria, como sempre fiz. Agradeço pela oportunidade de vestir novamente essa camisa que é tão importante no cenário mundial".


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