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Foto: Marcos Bezerra / Futura Press

São Paulo

Choque-Rei de realidade: Tricolor não reage, e sonho de título perde força

São Paulo teve péssima atuação na derrota para o Palmeiras, a gota d'água de um segundo turno muito fraco para quem quer disputar o título. Ainda dá?

7 out 2018
08h06
atualizado às 11h29
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O São Paulo que fez um primeiro turno brilhante e liderou o Brasileirão - oito rodadas ao todo - não existe mais. Ou, pelo menos, não é esse que decepciona a torcida jogo após jogo. Os desfalques vieram, algumas peças-chave da equipe estão produzindo menos e o índice de acerto de Diego Aguirre, antes altíssimo, caiu.

Gustavo Gómez comemora o primeiro gol no Morumbi - FOTO: Marcello Fim/Ofotografico
Gustavo Gómez comemora o primeiro gol no Morumbi - FOTO: Marcello Fim/Ofotografico
Foto: LANCE!

A derrota por 2 a 0 para o Palmeiras, com a defesa perdida e o setor ofensivo assustadoramente improdutivo, foi a gota d'água de um segundo turno muito fraco: são apenas 11 pontos somados em 27 possíveis. É inviável sonhar com título brasileiro pontuando tão pouco. O Palmeiras faz campanha fora da curva, com 23 pontos em 27 possíveis, mas mesmo os também irregulares Internacional, Flamengo e Grêmio estão se saindo melhor, todos com 15 pontos.

Até o torcedor mais entusiasmado já percebeu que sonhar com o título, talvez, tenha sido pretensão demais. O time é bom - se não fosse, jamais conseguiria vencer tantos jogos difíceis e somar 41 pontos no primeiro turno -, mas o elenco tem falhas que obrigam Aguirre a fazer malabarismos quando não tem determinadas peças, sobretudo nas pontas.E o técnico merece muitos elogios por ter encontrado soluções em Reinaldo, Bruno Peres e Régis quando não teve Everton, mas as escolhas dos últimos jogos não deram certo. Contra o Palmeiras, com Everton no banco por não ter plenas condições físicas, os pontas foram Bruno Peres (pela direita) e Rojas (deslocado para a esquerda). Passou longe de funcionar.

Everton substituiu Rodrigo Caio no intervalo, o que devolveu Bruno Peres à lateral e Rojas à ponta direita. Mas Aguirre também tirou Nenê para colocar Gonzalo Carneiro como centroavante, recuando Diego Souza muitas vezes para a meia. O camisa 10 não estava jogando bem - e não vem bem nas últimas rodadas -, mas tirar um dos atletas de maior talento do grupo em uma situação tão adversa não parecia ser a solução. E não foi, porque o time continuou criando muito pouco.

Há ainda o agravante de o time ter perdido força justamente quando se imaginava que fosse se consolidar como candidato mais forte ao título, depois da eliminação na Copa Sul-Americana que fez do São Paulo o dono de um dos calendários mais leves entre os clubes da Série A. As semanas livres para treinar não têm surtido efeito.

Se o Tricolor estivesse no atual quarto lugar desde o início do campeonato, Aguirre dificilmente teria que ouvir gritos de "burro" de parte da torcida, como aconteceu neste sábado. Considerando o descrédito do clube quando ele assumiu, em abril, assegurar uma vaga na próxima Libertadores com tranquilidade seria considerado um grande feito. O "problema" é que o São Paulo, em determinado momento, atingiu um nível muito alto e se colocou como candidato ao título. A queda de rendimento gera uma decepção imensa por causa disso. E será preciso lidar.

De qualquer forma, o campeonato ainda não acabou. O cenário é desanimador, mas ainda faltam dez rodadas. A distância para o líder é de quatro pontos e ainda pode ser revertida. Mas a reação é mais do que urgente.

LANCE!

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