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Ao LANCE!, Arthur Cabral discute artilharia na Europa, Seleção Olímpica e interesse de Chelsea e Manchester United

Artilheiro brasileiro na Europa, atacante com idade olímpica falou ao L! sobre temas como sua carreira no Basel e o interesse de Chelsea e Manchester United

4 mai 2021
07h04 atualizado às 07h04
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07h04 atualizado às 07h04
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Com 20 gols marcados na temporada, Arthur Cabral é o artilheiro brasileiro na Europa (Foto: LANCE!)
Com 20 gols marcados na temporada, Arthur Cabral é o artilheiro brasileiro na Europa (Foto: LANCE!)
Foto: Lance!

Artilheiro brasileiro na Europa, o atacante Arthur Cabral, do Basel, concedeu uma entrevista exclusiva ao LANCE!. O jogador, que tem idade olímpica, discutiu temas como Seleção Brasileira, sua marca de gols pelo clube suíço e o interesse de gigantes como Chelsea e Manchester United.

LANCE!: Como é ser o artilheiro brasileiro na Europa?

ARTHUR CABRAL: É muito legal. É muito legal o tanto de jogador brasileiro que tem na Europa. Vamos começar pelo Neymar, né? Tanto jogador de qualidade e você pensar que você tem mais gols que ele é algo que muito gratificante.

- Mostra que realmente meu trabalho tá sendo bem feito, que eu estou colhendo fruto de muita coisa que eu plantei lá atrás, e tá sendo muito gratificante. Isso só me motiva cada vez mais, é algo que não vem como pressão, não é algo mal, é algo que, realmente, só me motiva a estar jogando melhor, estar mostrando no futebol, a estar conseguindo fazer mais gols. E, quem sabe, terminar a temporada, realmente, como brasileiro que fez mais gols na Europa - disse.

LANCE!: Como você avalia o seu desempenho no Basel até aqui e como projeta o seu futuro no clube e no futebol europeu? O que você pode comentar sobre os rumores de uma transferência para Chelsea ou Manchester United?

ARTHUR CABRAL: Infelizmente, nossa temporada não tem sido tão boa aqui no Basel, a gente no Campeonato Suíço não está bem, o Yong Boys já foi campeão, a Liga Europa a gente saiu na pré. Infelizmente não foi uma boa temporada. Individualmente, infelizmente, foi uma temporada boa.

- Claro que a gente visa, primeiramente, o coletivo, né? Claro que eu sempre pensei em ser campeão aqui no Basel e penso nisso, né? Mas já que não deu, estou buscando realmente cada vez jogar melhor, cada vez mais evoluir meu futebol, melhorar meu nível e, como você bem falou, surgem, de acordo com essas coisas, vão surgindo alguns rumores, né? Mas eu sou uma pessoa bem tranquila em relação a isso.

- Eu tento me afastar muito dessas coisas. Acredito que muita coisa é simplesmente rumor. É porque eu já vivi isso, né? Eu já vivi situações de, em jornais e em redes sociais, estarem falando que eu tinha assinado com algum clube, e eu tava em casa com minha família olhando e 'Como assim?'. Então, eu deixo bem à parte essa questão de de rumores desses clubes. Eu tenho bons empresários, tenho o meu pai também e eles trabalham bem em relação a isso. Então, o que for que tiver que ser melhor, vai acontecer - concluiu.

LANCE!: Em ótima fase e com 23 anos, você acredita que poderá disputar as Olimpíadas de Tóquio?

ARTHUR CABRAL: Eu acredito que sim, cara. Não posso negar que eu trabalho pensando nisso, né? Eu tenho idade olímpica e tô fazendo uma boa temporada. Já tive a o prazer de estar nesse nesse ciclo olímpico, né? Fui convocado uma vez pra dois amistosos. Então, acredito que eu posso tá sim, pintando, acredito que eles têm monitorado, tem muitos jogadores bons, né? Na minha posição, em todas as posições. Então, não é algo fácil, né? Não tem como dizer que eu vou tá lá, mas acredito, eu realmente, tenho muita fé nessas coisas. Mas é algo também que, se não acontecer, não vai atrapalhar na minha carreira, vai seguir adiante e ir pro próximo objetivo.

CONFIRA A ENTREVISTA NA ÍNTEGRA

Atleta quer vaga nas Olimpíadas de Tóquio (Foto: Divulgação/Basel FC)
Atleta quer vaga nas Olimpíadas de Tóquio (Foto: Divulgação/Basel FC)
Foto: Lance!

LANCE!: Como foi a sua chegada ao time profissional do Ceará e a adaptação até chegar à titularidade?

ARTHUR CABRAL: Primeiramente, minhas partidas foram em 2015 e daí eu tive algumas partidas, mas eu voltei para a base. Em 2017 foi quando eu realmente ingressei no profissional, e daí algumas coisas aconteceram até que meio rápido. Eu pude fazer gols importantes na Série B, gols que ajudaram o acesso. E no ano de 2018, quando o ano começou, eu, graças à Deus, comecei muito bem o campeonato, as competições que nós tínhamos e logo consegui me tornar titular, e assim fiquei até o final da temporada.

LANCE!: Como foi a arrancada do Ceará em 2018 com o Lisca para fugir do rebaixamento?

ARTHUR CABRAL: Cara, foi bem difícil. Nas doze primeiras partidas, a gente não ganhou nenhum jogo, então era algo surreal assim, que a gente pedia para não jogar praticamente, porque tava muito difícil, o clima tava muito ruim e, logo depois, a gente teve uma parada para a Copa, que nos ajudou muito. A gente teve um tempo de treinamento que ajudou demais. A gente não tinha tido tempo para treinar. Eu acredito que, até aquela fase, a gente era a equipe do Brasil que tinha tido mais jogos e, depois dessa parada, junto com a chegada do Lisca e também depois de chegar vários reforços, que foram muito pontuais, e chegaram jogando e ajudando, a gente conseguiu uma boa arrancada, fazendo uma campanha muito boa ali, tanto que a gente conseguiu livrar uma rodada antes, a gente jogou a última rodada já sabendo que não tinha chance de rebaixar, e brigando até por Sul-Americana.

LANCE!: Em sua mudança para o Palmeiras, o que você enxerga de diferente no cenário de um clube do nordeste para um clube do eixo Rio-SP? A pressão é diferente?

ARTHUR CABRAL: É uma realidade bem diferente, né? O Palmeiras é uma das maiores equipes do mundo hoje, com certeza. A estrutura que eles tinham lá é algo surreal. Foi uma mudança bem grande. Fui para uma equipe que briga por títulos nacionais: Brasileiro, Copa do Brasil, Libertadores e, no Ceará, a gente estava brigando realmente para não cair e buscando mais, buscando cada vez mais. Hoje o Ceará tá na Sul-Americana e vem fazendo bonito, bem melhor do que fez nos outros anos, segue evoluindo. Foi uma mudança bem grande de patamar. O Palmeiras é uma equipe muito grande, era o atual campeão brasileiro, então foi uma baita mudança.

LANCE!: No Palmeiras, você teve pouco espaço. O que você enxerga como um fator primordial para jogar pouco por lá?

ARTHUR CABRAL: Infelizmente, quando eu cheguei, eu cheguei lesionado, tinha um problema no púbis e isso foi algo que me atrapalhou muito, principalmente o começo. Eu não consegui fazer bem a pré-temporada, passei um tempo sem jogar, perdi a primeira fase do Paulista também. Então acredito que eu larguei um pouco atrás dos demais jogadores, né? E logo quando eu realmente tava bem, tava 100% e comecei a jogar, infelizmente, eu não pude ter uma sequência de jogos. Eu joguei um jogo, joguei outro, daí passava um mês para jogar de novo, e jogador precisa de sequência, precisa de oportunidade, ainda mais um jogador novo como eu, tava fazendo a minha segunda temporada como profissional, então acredito que eu precisava mais de sequência para poder ter mostrado um pouco mais de futebol.

LANCE!: O seu empréstimo para o Basel de início foi encarado por você com esperança para jogar mais ou de medo por ir para um lugar totalmente diferente?

ARTHUR CABRAL: O medo sempre tem, né? Pelo menos, particularmente, eu falo, porque eu vinha saindo do Palmeiras em um momento muito ruim, o pior momento da minha carreira, onde eu tinha feito cinco jogos em oito meses para buscar novos desafios, algo totalmente novo, uma equipe nova, um país diferente, tudo diferente, clima diferente, língua diferente, comida diferente, mas acredito que a vontade de realmente poder ter oportunidade, poder mostrar o meu futebol e poder ter uma boa porta de entrada na Europa falou bem mais alto, então eu topei o desafio e, graças a Deus, eu consegui tirar a maioria das coisas de letra. Assim quando eu cheguei, já fui jogando, tive sequência de jogos, então foi muito bom para mim, foi muito gratificante. Eu tinha realmente muitas dúvidas de como seria essa entrada na Europa. Muitos jogadores, infelizmente, vem aqui e passam um mês, seis meses, e não conseguem se adaptar, e já voltam para o Brasil e, graças a Deus, eu pude ter uma boa adaptação e estou conseguir mostrar o resultado disso.

LANCE!: Para ser contratado em definitivo pelo Basel, você devia fazer 12 gols. Você sentia uma pressão pra chegar nessa marca?

ARTHUR CABRAL: Não senti uma pressão em momento algum. A gente até sabia que os doze gols eram obrigatórios, o básico para comprar e até se não fizesse eles poderiam exercer o poder de compra também. E pra ser bem sincero, cara, eu eu sempre tive na minha cabeça, tive a certeza que se eu jogasse, realmente, tivesse sequência de jogos, me tornasse titular, eu conseguiria bater essa meta facilmente. E, graças a Deus, eu consegui bater antes da temporada acabar, e o clube teve que me comprar. Acredito que compraria igual, mas já foi uma 'pressãozinha' aí pra ter que comprar de qualquer jeito.

LANCE!: E já que falamos da marca de 12 gols, é importante falar que isso já é fácil pra você hoje. Como é ser o artilheiro brasileiro na Europa?

ARTHUR CABRAL: É muito legal. É muito legal o tanto de jogador brasileiro que tem na Europa. Vamos começar pelo Neymar, né? Tanto jogador de qualidade e você pensar que você tem mais gols que ele é algo que muito gratificante. Mostra que realmente meu trabalho tá sendo bem feito, que eu estou colhendo fruto de muita coisa que eu plantei lá atrás, e tá sendo muito gratificante. Isso só me motiva cada vez mais, é algo que não vem como pressão, não é algo mal, é algo que, realmente, só me motiva a estar jogando melhor, estar mostrando no futebol, a estar conseguindo fazer mais gols. E, quem sabe, terminar a temporada, realmente, como brasileiro que fez mais gols na Europa - disse.

LANCE!: Como você avalia o seu desempenho no Basel até aqui e como projeta o seu futuro no clube e no futebol europeu? O que você pode comentar sobre os rumores de uma transferência para Chelsea ou Manchester United?

ARTHUR CABRAL: Infelizmente, nossa temporada não tem sido tão boa aqui no Basel, a gente no Campeonato Suíço não está bem, o Yong Boys já foi campeão, a Liga Europa a gente saiu na pré. Infelizmente não foi uma boa temporada. Individualmente, infelizmente, foi uma temporada boa. Claro que a gente visa, primeiramente, o coletivo, né? Claro que eu sempre pensei em ser campeão aqui no Basel e penso nisso, né? Mas já que não deu, estou buscando realmente cada vez jogar melhor, cada vez mais evoluir meu futebol, melhorar meu nível e, como você bem falou, surgem, de acordo com essas coisas, vão surgindo alguns rumores, né? Mas eu sou uma pessoa bem tranquila em relação a isso. Eu tento me afastar muito dessas coisas. Acredito que muita coisa é simplesmente rumor. É porque eu já vivi isso, né? Eu já vivi situações de, em jornais e em redes sociais, estarem falando que eu tinha assinado com algum clube, e eu tava em casa com minha família olhando e 'Como assim?'. Então, eu deixo bem à parte essa questão de de rumores desses clubes. Eu tenho bons empresários, tenho o meu pai também e eles trabalham bem em relação a isso. Então, o que for que tiver que ser melhor, vai acontecer - concluiu.

LANCE!: Como foi a adaptação ao futebol suíço? Algum brasileiro na liga ajudou na sua chegada? Você chegou a jogar por um tempo com o Eric Ramires, certo?

ARTHUR CABRAL: A gente veio junto, né? Ele foi contratado acredito que quatro, cinco dias, depois de mim. Então, a gente fez essa essa minha primeira temporada aqui juntos, né? A gente fazia tudo juntos, tava sempre juntos. É um moleque muito bom que me ajudou demais aqui nesse começo, né? Ter um brasileiro do meu lado, alguém pra falar português, alguém pra conversar, alguém pra sair junto também. Pra mim, eu tive a sorte de ter tido um brasileiro comigo nesse nesse começo, e me ajudou demais nessa adaptação.

LANCE!: Qual é a sensação de jogar em um clube grande e tradicional da Suíça? Os clássicos lembram um pouco o clima de Ceará x Fortaleza?

ARTHUR CABRAL: Infelizmente, eu peguei bem pouco da torcida daqui, né? Depois de três minutos que eu tinha chegado, aconteceu tudo isso do Corona, quarentena, mas a torcida daqui é bem vibrante, cara, é bem vibrante, assim, são torcedores que cantam o jogo todo. Então, por essa parte lembra bem assim, as torcidas do Brasil, Nordeste, Ceará. Mas, eu acredito que a diferença é como se os brasileiros vivessem isso como se fosse a vida, sabe? E aqui não, aqui não importa tanto, aqui eles vem, cantam, gritam, mas não dão tanta importância como é no Brasil. No Brasil, as pessoas pegam como se fosse 'minha vida tá bem, se meu time tá bem, se num tá, minha vida tá mal'. Então, em relação a isso é é bem diferente.

LANCE!: Em ótima fase e com 23 anos, você acredita que poderá disputar as Olimpíadas de Tóquio?

ARTHUR CABRAL: Eu acredito que sim, cara. Não posso negar que eu trabalho pensando nisso, né? Eu tenho idade olímpica e tô fazendo uma boa temporada. Já tive a o prazer de estar nesse nesse ciclo olímpico, né? Fui convocado uma vez pra dois amistosos. Então, acredito que eu posso tá sim, pintando, acredito que eles têm monitorado, tem muitos jogadores bons, né? Na minha posição, em todas as posições. Então, não é algo fácil, né? Não tem como dizer que eu vou tá lá, mas acredito, eu realmente, tenho muita fé nessas coisas. Mas é algo também que, se não acontecer, não vai atrapalhar na minha carreira, vai seguir adiante e ir pro próximo objetivo.

LANCE!: O Ceará está na segunda final de Copa do Nordeste seguida, e pode conseguir o bicampeonato. Além disso, o time também começou bem na Copa-Sul Americana. Você acompanha o Vozão aí da Suíça e fica na torcida?

ARTHUR CABRAL: Eu tento acompanhar, eu tento ao máximo acompanhar. Por conta do fuso horário, é bem difícil tá assistindo aos jogos, estar acompanhando aos jogos, mas eu sempre acompanho as notícias, sempre acompanho os placar dos jogos, os melhores momentos, os gols, tudo. Então, tô sempre acompanhando e sempre, por exemplo, às vezes o jogo é nove e meia, sete horas. E aqui já é meia noite, duas horas da manhã. Então, não dá pra tá assistindo. Mas, quando eu acordo, primeira coisa que eu faço é pegar o celular e ver quanto foram, como foram as partidas. Então, eu tô sempre na torcida, tô sempre acompanhando.

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