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Aguirre respira fundo e assume "fracasso" por 2ª eliminação

Treinador do São Paulo se recusou a falar pontos positivos do time depois do empate por 2 a 2 diante do Atlético-PR, no Morumbi, que tirou o clube na quarta fase da Copa do Brasil

19 abr 2018
22h44
atualizado em 20/4/2018 às 07h55
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Diego Aguirre respirou fundo diversas vezes em sua entrevista coletiva depois do empate por 2 a 2 diante do Atlético-PR, nesta quinta-feira, que eliminou o São Paulo na quarta fase da Copa do Brasil. O time tricolor, que perdeu a ida por 2 a 1, em Curitiba, chegou a estar vencendo por 2 a 0 nesta noite, mas cedeu o empate. Por isso, o técnico classificou o resultado como um fracasso, se recusando a indicar pontos positivos na equipe.

Foto: Guilherme Rodrigues / Futura Press

"Hoje, não posso falar de coisas boas do time, porque queria classificar. Eu falaria se tivéssemos classificado. Temos de assumir que foi um fracasso a eliminação. E nos prepara para o que vem na frente, porque somos um time grande, precisamos conquistar coisas importantes. É a nossa responsabilidade. Temos de ganhar no domingo (contra o Ceará, em Fortaleza, pelo Brasileiro) e, depois, tem a Sul-Americana. Não gosto de perder, não vou falar coisas boas".

Na análise do uruguaio, o que mudou a história da partida foi o pênalti cometido por Liziero, já na reta final do primeiro tempo. O São Paulo tinha o controle do jogo, mas, com Guilherme convertendo a cobrança, reduziu sua vantagem para 2 a 1 e, no segundo tempo, levou outro gol, além de um chute na trave dado por Carleto.

"No primeiro tempo, controlamos bem, fizemos dois gols, perdemos outros. O pênalti foi uma situação que mudou, com fator psicológico. Às vezes, um detalhe, como foi o pênalti, e não estou falando que não foi pênalti, mudou um pouco o transcurso do jogo. Estava controlado, não tínhamos sofrido nenhuma situação de gol e estávamos perto de mais, era a sensação. O pênalti influenciou bastante e acabou como acabou", indicou Aguirre.

"No segundo tempo, os dois times tiveram momentos, jogo sempre aberto. Poderíamos ter feito mais gols, porque perdemos situações. Foi uma eliminação que dói muito. Trabalhamos bastante para este jogo e tínhamos a ilusão de que estávamos muito perto, estávamos ganhando por 2 a 0. É difícil", prosseguiu o técnico, em uma das muitas bufadas de lamentação em sua entrevista coletiva no Morumbi.

Confira outros temas abordados pelo treinador:

Militão
Achamos que Militão seria a melhor opção pela esquerda, fez bom jogo, fechou o setor onde o Atlético-PR ataca muito bem.

Tempos distintos
Não concordo que tem isso. No primeiro jogo contra o Atlético-PR, fomos melhores no segundo tempo do que no primeiro. Isso acontece, são situações de jogo. Não posso falar mais do que isso. Há muitos fatores, como gol a favor e contra, que condiciona o jogo. Tentamos manter uma regularidade, às vezes conseguimos, mas também enfrentamos times que jogam bem e têm seus momentos no jogo. Isso pode acontecer.

Mudanças no time
Há possibilidades. Temos de trabalhar e ver os rendimentos, o que os jogadores vão mostrar. Temos opções.

Eliminações em mata-mata
São dados da realidade, está claro. Não posso nem pensar se isso influencia ou pressiona demais os jogadores. É algo que acontece. Temos de cortar e pensar em reverter essa situação adversa. Só trabalhando e olhando para a frente.

Xingamentos da torcida
Não senti, em nenhum momento, que a torcida estava fazendo alguma coisa errada. estavam apoiando, felizes, e é normal que não fiquem contentes com a eliminação, como nós também. Não há problema. A torcida quer ganhar algo, o São Paulo tem história, precisa de títulos. Todos queremos isso. E a torcida foi bem, tivemos apoio. Depois, ficou triste, como é normal. E nós também.

Estilo do Atlético-PR
Eles estão entrosados, trabalham muito. Gosto do estilo deles. Estão fazendo bons jogos, boas apresentações, com um estilo muito bonito. Sempre tentam jogar. Por um momento, nós os superamos. Mas eles têm qualidade e trabalho.

Centroavantes do São Paulo
Temos de buscar as soluções com os jogadores que temos. São momentos. Eu gostaria de ter feito mais gols, perdemos algumas situações, mas não é o momento de falar de ninguém individualmente. Temos de estar juntos, olhar para a frente e nos responsabilizarmos todos pela derrota. Também ganharemos jogos com gol deles. Temos de estar calmos, sem nervosismo. Temos de nos preparar para ganhar no domingo e começar a olhar para frente.

Diego Souza
Não falarei individualmente de ninguém. Estamos condicionados pela desclassificação, posso falar algo que não é justo.

Possibilidade de Everton estrear no domingo
Não pensei nada para domingo. Ele, seguramente, estará conosco. Temos de decidir entre amanhã e sábado, é pouco tempo. Mas é um reforço muito bom, e vamos contar com ele daqui para a frente.

Gonzalo Carneiro
É um jogador muito bom, que está se recuperando, treinando e se preparando para um futuro imediato. Pode ajudar muito se estiver bem, mas ainda precisa de tempo para poder jogar.

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