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Adílson Batista critica 'perseguição' a treinadores e diz que nunca treinaria o Atlético-MG: 'Sou Cruzeiro'

Em entrevista ao L!, ex-comandante da raposa chamou futebol brasileiro de 'várzea' por demitir treinadores com pouco tempo de trabalho desenvolvido

12 jul 2020
08h03
atualizado às 08h03
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Em bate papo com o L!, Adilson Batista falou de diversos assuntos como a participação de treinadores estrangeiros no futebol brasileiro e do período conturbado que teve no Cruzeiro, seu último clube. Apesar de estar no mercado, o ex-comandante da Raposa afirmou que nunca treinaria o Atlético-MG e ainda provocou o Galo.

Adilson provocou Galo em entrevista ao L! (Foto: Bruno Haddad/Cruzeiro)
Adilson provocou Galo em entrevista ao L! (Foto: Bruno Haddad/Cruzeiro)
Foto: Lance!

- Sou Cruzeiro, sou cabuloso. Quem ganha (em Minas) é o Cruzeiro, ninguém vai ganhar o Brasileiro? Tira o Cruzeiro do estado de Minas Gerais e conta os títulos brasileiro de Minas. Dá quanto? - Disse, fazendo alusão ao longo período de seca de título Brasileiro do Atlético, que não vence desde 1971.Sobre um possível 'ano sabático', após ter deixado o Cruzeiro em março, o treinador afirmou que já se lamentou por estar sem um clube, mas vê essa situação como uma rotina diária dos técnicos de futebol, no Brasil.

- Já até chorei em função disso, mas hoje não fico mais me lamentando. O Cristóvão (Borges) ficou três meses no Corinthians, Oswaldo três meses, aí daqui a pouco um fica dois ali, fica um aqui... Hoje em dia no Brasil é várzea. Você tem que fazer mala para um mês, dois meses... Infelizmente é assim. Eu perdi um jogo no Santos e me mandaram embora. O Sampaoli, se a multa dele fosse R$ 100 mil, perdeu Paulista e Sul-Americana, você acha que ele continuaria lá? Ele botou uma multa gigantesca no Atlético-MG, mas o Dudamel não colocou e foi embora - disse.

Batista avalia ainda que parte da culpa da rotatividade dos treinadores vem das Torcidas Organizadas.

- O torcedor grita e o dirigente fica com medo. Eu queria que o torcedor da torcida organizada, aqueles que tem um pouco de consciência, fosse no congresso, no governo... Aí fica organizadas vestidas de preto quebrando as coisas achando que é democracia. Isso aí é marginal, bandido que vai atrás de treinador e jogador. Por que não vai atrás de político corrupto? Isso que eu fico triste - afirmou.

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