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Jogos Pan-Americanos

Pan de Lima terá estreia do surfe, mas já convive com atraso

27 jul 2015
13h11
atualizado às 13h16
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Chegou a hora de pensar na próxima edição dos Jogos Pan-Americanos. Passada a disputa em Toronto, a competição migrará para Lima, no Peru, em 2019. Um grande atrativo será a estreia do surfe, mas é fácil perceber que a organização ainda está cheia de problemas.

No início do mês de julho, a Organização dos Jogos Pan-Americanos (Odepa) anunciou a inclusão do surfe como esporte pan-americano. Isso era um desejo, inclusive, dos peruanos, que têm cultura no esporte, inclusive com uma atleta que já foi campeã mundial em 2004, Sofía Mulanovich. Agora eles organizarão a estreia, com a disputa a ser realizada na praia Punta Rocas, acostumada a receber competições pequenas do esporte.

Surfista peruano na praia Punta Rocas, sede do Pan de 2019
Surfista peruano na praia Punta Rocas, sede do Pan de 2019
Foto: Lorenzo Segura / Getty Images

Mas fora isso, é difícil encontrar outros motivos para se animar com o Pan de 2019. O Peru já está sabendo que vai receber os Jogos desde 2013, mas mesmo assim fez muito pouco para se organizar. Estão preparando o que chamam de "Plan Maestro", com detalhamento de tudo que será feito, mas não foi aprovado totalmente ainda.

Um exemplo claro de desorganização: não está totalmente definido onde será a Vila Pan-Americana, a grande concentração dos atletas durante os Jogos - pode ser em San Luis ou em Jesús María. A única certeza é que serão utilizadas ao todo 19 sedes e estruturas diferentes para receber todos os esportes.

Logo do Pan foi inspirado na flor Amancaes, típica da flora peruana
Logo do Pan foi inspirado na flor Amancaes, típica da flora peruana
Foto: Divulgação

Se o projeto está tão atrasado, imagina as obras: seis sedes vão ser totalmente reformadas ou mesmo construídas, mas tudo está em ritmo muito lento. Existe a ideia de criar, por exemplo, o "Gran Coliseo de Lima", um ginásio imponente para receber jogos de vôlei e basquete, mas praticamente nada foi feito até agora.

Luis Castañeda Lossio recebeu bandeira do Pan neste domingo
Luis Castañeda Lossio recebeu bandeira do Pan neste domingo
Foto: Ezra Shaw / Getty Images

Também pesa contra o Peru o histórico ruim em outras competições. Com a palavra, a deputada Leyla Chihuán: "O Peru tem sido sede de mais de uma dezena de competições internacionais, como Sul-Americanos ou Bolivarianos, e em nenhum caso se cumpriram os prazos determinados, não houve um enfoque transversal e não aproveitaram corretamente para criar dinâmicas econômicas a favor de população, turismo interno ou externo, ou para impulsionar o desenvolvimento do turismo esportivo. Agora a história parece destinada ao mesmo fim", disse ao site do jornal El Comercio.

Existe, inclusive, o temor com a corrupção, já que isso foi um problema em 2014, durante os Jogos Bolivarianos de Trujillo, quando muitos projetos ficaram no papel, apesar do grande orçamento aprovado. Na festa de encerramento do Pan de 2015, o prefeito de Toronto, Robert Ford, passou a bandeira da Odepa ao prefeito de Lima, Luis Castañeda Lossio. Mais do que isso, passou a responsabilidade de mais uma vez organizar bem a maior competição das Américas. Que seja um símbolo de como Lima precisa se apressar, porque quatro anos passam muito rápido.

Fonte: Terra

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