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Thomas Bach diz que não "há plano B" para Olimpíada

Declaração acontece em meio ao crescimento do número de casos de covid-19 no mundo e ao aumento das restrições no Japão

21 jan 2021
09h36
atualizado às 10h19
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Os Jogos Olímpicos de Tóquio-2020, adiados em um ano e decorrência da pandemia do novo coronavírus, irão acontecer em 2021. Isso é o que garante o alemão Thomas Bach, presidente do Comitê Olímpico Internacional (COI), que declarou, nesta quinta-feira, que está convencido de que o evento será disputado nas datas programadas - entre 23 de julho e 8 de agosto -, acrescentando que "não há um plano B".

Parque Odaiba, em Tóquio
 1/12/2020 REUTERS/Kim Kyung-Hoon
Parque Odaiba, em Tóquio 1/12/2020 REUTERS/Kim Kyung-Hoon
Foto: Reuters

"Nós temos, neste momento, nenhuma razão para acreditar que os Jogos Olímpicos de Tóquio não começarão no dia 23 de julho no estádio Olímpico de Tóquio. Isto é porque não há um plano B e porque estamos totalmente comprometidos em fazer estes Jogos seguros e bem-sucedidos", afirmou Bach, em entrevista ao jornal japonês Kyodo News.

As declarações do presidente do COI acontecem em meio ao crescimento do número de casos de covid-19 no mundo e ao aumento das restrições no Japão, onde a população cada vez mais se mostra contrária à realização do evento esportivo.

No último dia 7, o governo do japonês declarou estado de emergência em Tóquio e em algumas regiões, com duração prevista de um mês. A entrada de cidadãos estrangeiros foi proibida no país - antes da virada do ano os privilégios concedidos a atletas já haviam sido retirados.

Três dias depois, a imprensa japonesa publicou uma pesquisa que revelava que 80% dos japoneses são contrários a realização dos Jogos de Tóquio-2020 no cenário atual. Nesta semana, um porta-voz do governo confirmou a realização da Olimpíada e disse que a vacina não será um pré-requisito. Keith Mills, que foi vice-presidente do Comitê Organizador dos Jogos de Londres-2012, no entanto, mostrou-se pessimista: "Muito improvável de acontecer".

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Estadão
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