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Sangue frio de Santos pavimenta a classificação da Seleção em sofrida semifinal de Olimpíada

Providencial nos 120 minutos, camisa 1 faz defesa na primeira cobrança e transmite confiança para os batedores de pênalti que viriam no duelo com o México

3 ago 2021 11h32
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Após a Seleção olímpica despachar o México nos pênaltis, o técnico André Jardine repetiu o que disse sobre Santos assim que o anunciou entre os convocados para os Jogos Olímpicos de Tóquio: vem buscando seu espaço na lista de Tite. O camisa 1 honrou a expectativa de dar um "toque de experiência" ao fazer contra o México uma partida redentora desde o tempo normal até a disputa de pênaltis em Kashima.

'Fico feliz de ajudar meus companheiros e fazer parte desse momento', diz Santos (Pedro Pardo/ AFP
'Fico feliz de ajudar meus companheiros e fazer parte desse momento', diz Santos (Pedro Pardo/ AFP
Foto: Lance!

Em uma semifinal na qual a equipe de André Jardine teve dificuldades para criar e até falta de sincronia, a força de Santos foi um porto seguro.

A Seleção sinalizou que teria um início promissor ao exigir Ochoa em tentativas de Guilherme Arana, Daniel Alves e Antony. Entretanto, os desajustes na marcação forçaram o camisa 1 brasileiro a ser requisitado. Não foram poucas as vezes nas quais Santos saiu da meta para cortar cruzamentos.

Além disto, o goleiro foi providencial para salvar conclusão certeira de Romo. Santos ainda contou com uma dose de sorte quando Antuna concluiu e a bola saiu de seu alcance, pois Diego Carlos surgiu para cortar finalização que ia rumo ao gol.

Enquanto no ataque a Seleção deixava suas chances esvaírem. Havia problemas da equipe se adequar à formação tática pensada para suprir a ausência de Matheus Cunha. Por mais que o Brasil tentasse ir à frente, a ansiedade atrapalhava a conclusão de jogadas e nem mesmo as entradas de Reinier, Malcom e Gabriel Martinelli mudavam o panorama diante de um adversário que marcava em cima.

Enquanto isto, Santos se esmerava na meta. Nas raras investidas do México, encaixou uma defesa em finalização da intermediária de Martín e em cabeçada de Montes. Afinal, sua missão era conter uma equipe que havia marcado 14 gols no torneio (seis só nas quartas de final).

A frieza se estendeu à cobrança de pênaltis. Na abertura da série, Santos saltou só no último momento para espalmar cobrança de Aguirre.

- Fico feliz de ajudar meus companheiros e fazer parte desse momento. Espero continuar a atuar da melhor maneira possível. O objetivo é um só: buscar essa medalha de ouro. Faremos todo o possível para conquistá-la - disse o camisa 1, em entrevista coletiva após a partida.

Sua frieza contribuiu para dar segurança aos batedores brasileiros que viriam pela frente. Daniel Alves, Gabriel Martinelli, Bruno Guimarães e Reinier converteram com precisão diante de um grande goleiro como Ochoa.

- Santos é um fenômeno, pessoa ímpar, um ser humano sensacional. Um goleiro frio, faz muitas defesas difíceis, está bem posicionado. É um irmão para mim, merece muito esta classificação. Conheço bem a caminhada dele - afirmou Bruno Guimarães, um dos cobradores, à Rede Globo.

Para quem começou a caminhada nos jogos Olímpicos sob desconfiança, ao falar em um dos gols da vitória por 4 a 2 do Brasil sobre a Alemanha, certamente Santos está ciente de que vai para a decisão da competição com muita moral. E, naturalmente, com ainda mais responsabilidade.

- Sabemos do que vamos enfrentar pela frente. Temos de nos preparar o máximo possível porque com certeza vai ser um grande jogo - assegurou o camisa 1.

Lance!
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