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Medalhas de Rebeca Andrade impulsionam diferentes gerações de ginastas no País

Medalhista nos Jogos de Tóquio inspira crianças em busca de escolinhas da modalidade, mas também atletas experientes no esporte

20 jun 2022 - 15h10
(atualizado às 16h31)
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Praticamente um ano depois de conquistar as medalhas de ouro (salto) e prata (individual geral) nos Jogos de Tóquio, Rebeca Andrade impulsiona diferentes gerações de atletas no Brasil. Não é um movimento identificado apenas entre crianças que procuram escolinhas de ginástica, mas também entre atletas mais experientes.

A avaliação é da professora Adriana Alves, coordenadora da ginástica artística feminina da Confederação Brasileira de Ginástica (CBG). "A ginástica brasileira ainda vive o reflexo das conquistas da Rebeca. O efeito se reflete em todos, das mais jovens às mais experientes. Elas vislumbram chegar aonde a Rebeca chegou, com uma medalha olímpica", afirmou a especialista, já olhando para os Jogos de 2024, na França.

"A ginástica brasileira ainda vive o reflexo das conquistas da Rebeca", diz Adriana Alves, coordenadora de ginástica artística feminina da Confederação Brasileira de Ginástica.
"A ginástica brasileira ainda vive o reflexo das conquistas da Rebeca", diz Adriana Alves, coordenadora de ginástica artística feminina da Confederação Brasileira de Ginástica.
Foto: Divulgação/CBG / Estadão

No atual ciclo olímpico, o Brasil terá a possibilidade de formar uma seleção a partir de atletas de gerações distintas. No primeiro bloco, estão as mais experientes, como a própria Rebeca, além de Jade Barbosa, Flávia Saraiva e Lorrane Oliveira, todas com várias participações em torneios internacionais e com grande chance de representar o Brasil nos Jogos de Paris 2024.

No segundo pelotão estão as chamadas adultas jovens, como Júlia Soares, Christal Bezerra e Ana Luísa Pires, que estão buscando afirmação internacional. É o processo de amadurecimento na passagem dos torneios nacionais para os internacionais que vai apontar os próximos grandes nomes, apontam os especialistas.

Em busca de espaço estão as atletas juvenis com grande potencial, como Andreza de Lima, Gabriela Barbosa e Josyane Calixto. E todas essas gerações se encontram nos torneios. No Troféu Brasil de Ginástica Artística, disputado em maio, em Porto Alegre (RS), Andreza ficou com o ouro no salto; Flávia Saraiva superou Rebeca Andrade na trave e faturou a primeira posição. "Essa junção de gerações irá possibilitar a melhor seleção para os próximos eventos, criando boas expectativas para a classificação olímpica", avalia Adriana Alves.

Em julho, a equipe brasileira disputa o Campeonato Pan-Americano de Ginástica Artística, Rítmica e Trampolim, classificatórios para os Jogos de Paris. Em 2022, haverá duas novidades em relação ao ano anterior: serão realizadas, em paralelo, as competições da categoria juvenil. Em 2021, o Pan de Ginástica Artística deu a vaga olímpica à Rebeca Andrade.

Estadão
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