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Marta une experiência e alegria para levar o Brasil ao inédito ouro olímpico em Tóquio

Craque brasileira marca duas vezes na estreia da seleção feminina de futebol nos Jogos Olímpicos, esbanja alegria e confiança diante das mais jovens

21 jul 2021 08h03
| atualizado às 08h41
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Marta não é sinônimo apenas de bom futebol. A estrela da seleção brasileira brilha dentro e fora das quatro linhas. Sua alegria contagia não somente suas companheiras de equipe, mas também a comissão técnica comandada pela técnica Pia Sundhage. Antes da estreia nos Jogos Olímpicos de Tóquio, cantou e embalou o futebol feminino no ritmo da busca pela inédita medalha de ouro. Marta está feliz.

Não foi diferente na saída de campo, após a vitória por 5 a 0 sobre a seleção chinesa. Cantou e deixou recado, em tom de brincadeira, para a atacante Andressa Alves, que bateu pênalti e marcou o quarto gol do Brasi. "Senti que ela (Andressa) queria muito e era um momento especial para ela. Aqui não tem vaidade", enfatizou a veterana. "Tem uma equipe que vai trabalhar do começo ao fim, juntas. Feliz pelo gol dela. Se tivesse perdido, aí o bicho ia pegar", completou. O 'T" feito na comemoração foi para sua companheira. "Tentei fazer no primeiro gol, mas as meninas vieram me abraçar e não deu. Fiz no segundo", disse.

Aos 35 anos, a camisa 10 do Brasil se encaixa na seleção da sueca Pia Sundhage como mais uma peça da engrenagem do time brasileiro. O espírito coletivo deve superar os valores individuais. Afinal, a craque alagoana já ostenta nada menos que seis troféus de melhor jogadora do mundo, conquistados em 2006, 2007, 2008, 2009, 2010 e 2018. O tempo pode fazer bem ao nosso futebol. Experiência mesclada com juventude costuma ser boa solução na formatação de grandes equipes. Em 2021, Marta é o lado experiente dessa equação. Ela sabe disso.

Marta iniciou sua trajetória pelo CSA, de Alagoas, clube pelo qual nutre eterna paixão. Com 14 anos, em 2000, foi para o Vasco e ganhou rodagem pelo Santa Cruz, equipe de Belo Horizonte. De lá, foi para a Suécia, país da treinadora do Brasil. Formou-se profissional no país nórdico, defendendo as cores do Umea IK. Deixou o futebol sueco em 2009, mas retornou em 2012 e ficou até 2017, jogando por Tyreso e Rosengard.

Com a seleção brasileira, a alagoana soma duas medalhas de prata em Jogos Olímpicos. A primeira veio em Atenas-2004, a segunda, em Pequim-2008. Nas duas ocasiões, o Brasil foi derrotado pelos Estados Unidos. Em território norte-americano, Marta mostrou seu talento em Los Angeles, Santa Clara, Nova York e, atualmente, em Orlando. No Brasil, também teve duas passagens pelo Santos. Ela é a cara do futebol feminino no Brasil: lutadora que não desiste do sonho.

Marta alcançou a marca de 12 gols em Olimpíada e ultrapassou a canadense Christine Sinclair para se tornar a segunda maior artilheira na história dos Jogos. A brasileira Cristiane, que não foi convocada para Tóquio-2020, é a maior goleadora, com 14 gols. "Começamos com o pé direito. É só o começo", festejou a camisa 10.

A maior artilheira da história das Copas do Mundo espera, a partir de tudo o que desenvolveu em diferentes e vencedores polos do futebol feminino, levar o Brasil ao lugar mais alto do pódio em Tóquio. O sonho começou com o pé esquerdo - o pé artilheiro de Marta -, que acertou belos chutes, inaugurou o marcador e anotou também o terceiro gol brasileiro na goleada sobre a China em Miyagi. O próximo compromisso será no sábado, às 8h, diante de uma das favoritas, a seleção da Holanda.

Estadão
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