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Brasil conquista uma prata e cinco bronzes no dia em Tóquio

Thalita Simplício se destaca com 2º lugar em prova dos 400m no atletismo; sábado teve duelo de irmãos brasileiros na bocha da Paralimpíada

28 ago 2021 09h46
| atualizado às 13h15
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O Brasil teve um dia mais modesto na Paralimpíada de Tóquio na noite de sexta e madrugada e manhã de sábado. Depois de cinco ouros no dia anterior, o País conquistou seis medalhas, sendo uma prata, dois bronzes no atletismo, um bronze no judô, mais um no tênis de mesa e outro na natação. Além disso, Bruna Alexandre garantiu final no tênis de mesa, Cláudia Sabino no remo e houve estreias na bocha, com direito a jogo entre dois irmãos brasileiros.

Thalita Simplício conquistou a prata nos 400m da classe T11
Thalita Simplício conquistou a prata nos 400m da classe T11
Foto: Wander Roberto/CPB

Nos esportes coletivos, a Seleção Brasileira masculina de vôlei sentado estreou contra a China, e venceu por 3 sets a 1, enquanto a equipe feminina do goalball enfrentou a Turquia, bicampeã olímpica, e acabou derrotada por 8 a 4.

Atletismo

Ainda na noite de sexta-feira (pelo horário de Brasília), o Brasil conquistou uma prata no atletismo: a de Thalita Simplício nos 400m da classe T11 (cegos), em prova polêmica pela possível interferência do guia da vencedora, a chinesa Cuiqing Liu. A brasileira terminou com o tempo de 56s80, ficando atrás apenas da chinesa Liu Cuiqing, que conquistou o bicampeonato e bateu o recorde o próprio recorde paralímpico, com 56s25.

Talitha se classificou para a final da prova com o melhor tempo das classificatórias, mas até pouco antes da última curva, a brasileira não figurava no pódio. Em grande reação, junto com o guia Felipe Veloso, a velocista conquistou a prata. A colombiana Angel Lizeth Pabon Mamian ficou com a medalha de bronze, com tempo de 57s46.

O bronze de Julyana Cristina no lançamento de disco da classe F57 (cadeirantes com problemas na coluna ou amputados) veio logo depois, com a marca de 30,49m. O País ainda voltou ao pódio com Cícero Nobre, que fez uma excelente prova e chegou a quebrar o recorde paralímpico, mas ainda foi superado na final do lançamento de dardo da classe F57 (para quem tem problemas na perna e compete sentado). O brasileiro arremessou para 48,93m, em performance que lhe garantiu a terceira posição.

Tênis de mesa

O Brasil tem duas medalhas garantidas no esporte, mas falta saber a cor de uma delas. Bruna Alexandre (classe 10) venceu a chinesa Shiau Wen Tien por 3 sets a 1 e avançou para a final, que será na próxima segunda-feira, enquanto Cátia de Oliveira (classes 1-2) foi derrotada na semifinal pela sul-coreana Su Yeon Seo, mas, como não há disputa de bronze na modalidade, garantiu o terceiro lugar no pódio.

No tênis de mesa, as classes 1 a 5 são para cadeirantes e as classes de 6 a 10 para andantes, sendo que a classificação é feita com base na dificuldade motora dos atletas - quanto maior, menor a classe.

Judô

Assim como nos Jogos Paralímpicos do Rio-2016, a judoca Lúcia Araújo foi a primeira medalhista brasileira no esporte em Tóquio. Disputando a categoria 3 até 57kg, a brasileira conquistou o bronze ao derrotar a russa Natalia Ovchinnikova por ippon. Além dela, Harley Arruda competiu, mas foi derrotado na primeira luta da categoria até 81kg pelo britânico Daniel Powell.

Natação

O Brasil chegou à décima medalha na natação no revezamento 4x100m livre misto da classe s14 (atletas com deficiência intelectual). O quarteto formado por Gabriel Bandeira, Ana Karolina Soares, Debora Carneiro e Felipe Vila Real completou a prova em 3:51.23s, e ficou com o bronze devido à desclassificação do time do Comitê Paralímpico Russo.

Nesta prova, destaque para Gabriel Bandeira, que já havia conquistado uma medalha de ouro em Tóquio e desta vez fez a sua parcial na prova em 51s11, quebrando o recorde mundial da distância que percorreu. 

Bocha

Irmãos, Eliseu dos Santos e Marcelo dos Santos fizeram um jogo bastante equilibrado, que foi para o desempate após ficarem na igualdade por 3 a 3 na classe BC4, que engloba atletas com deficiências severas que competem sem assistência. Eliseu acabou ficando com a vitória no jogo, válido pela fase de grupos.

Andreza de Oliveira foi derrotada por Chew Wei Lun, da Malásia, por 5 a 2 na classe BC1, na qual os atletas podem ter auxílio para estabilizar a cadeira e receber a bola. José Carlos de Oliveira venceu o português André Ramos por 6 a 1 também na BC1. Natali de Faria perdeu para Nadav Levi, de Israel, por oito a zero na classe BC2, na qual os atletas não recebem assistência. Evelyn de Oliveira venceu a sueca Maria Bujurstrom por 4 a 2 na classe BC3, que engloba atletas com deficiências muito severas, que utilizam instrumento auxiliar e podem ser ajudados por outra pessoa. Maciel Santos fez nada menos que um 11 a 0 no sul-coreano Yongjin Lee.

Tiro com arco

Na estreia do tiro com arco, Andrey de Castro foi superado pelo sul-africano Philip Coates-Palgrave por 142 a 135 e acabou eliminado no composto masculino. Na disputa por equipes, a dupla brasileira formada por Rejane da Silva e Hélcio Perilo foi eliminada nas quartas de final pelos tchecos Sarka Musilova e David Drahonisnky após perderem por 131 a 126 no arco W1, que engloba atletas com comprometimento em todos os quatro membros e que usam cadeira de rodas.

Triatlo

Na primeira largada da classe PTS4 do triatlo masculino, Jorge Luis Fonseca terminou com na 7ª posição, com o tempo de 1:07:57, a 7min59s do francês Alexis Hanquinquant, vencedor da prova. Iniciada neste quarto dia de Paralimpíada, a modalidade inclui natação, bicicleta e corrida.

Remo

Claudia Cicero Sabino cruzou a linha de chegada em 2º lugar na repescagem do single skiff PR1 no remo e garantiu vaga na final A, que será na noite deste sábado.

Esgrima

Dois brasileiros garantiram vagas nas oitavas de final da esgrima em cadeira de rodas nesta madrugada de sábado, mas não seguiram mais que isso. Vanderson Chaves e Mônica Santos foram eliminados na primeira rodada eliminatória. Medalhista de prata no sabre, Jovane Guissone não passou da fase de grupos no florete.

Vôlei sentado

Com certa dificuldade, o time masculino do Brasil passou pela China por 3 a 1 na estreia, com parciais de 28/26, 26/28, 25/19 e 25/13. O principal destaque do jogo foi o brasileiro Gilberto, com 28 pontos.

Goalball

O Brasil sofreu com um começo ruim, no qual levou quatro gols da Turquia em dois minutos. Em determinado momento, chegou a estar perdendo por 5 a 0, reagiu e chegou a diminuir para 5 a 4, mas acabou sofrendo mais três gols, no confronto que terminou em 8 a 4.

O goalball é um esporte para deficientes visuais em que três atletas jogam de cada lado, um pivô no centro e dois alas. Em campos opostos, os atletas lançam a bola com a mão para tentar marcar, enquanto os três do outro time defendem, podendo usar as mãos e pés para tal. (com informações do Lance!)

Estadão
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