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Daiane chora com a prata de Rebeca: "Isso é muito forte"

Comentarista ficou emocionada que a primeira medalha olímpica da ginástica artística brasileira foi para uma atleta negra

29 jul 2021 11h29
| atualizado às 13h14
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"A primeira medalha foi de uma negra", ressaltou Diane
"A primeira medalha foi de uma negra", ressaltou Diane
Foto: Globo / Reprodução

A ex-ginasta Daiane do Santos, hoje comentarista na cobertura dos Jogos Olímpicos de Tóquio-2020 na Globo, chorou bastante ao comentar a medalha de prata conquistada por Rebeca Andrade na ginástica artística feminina. A brasileira totalizou 57.298 pontos na soma dos quatro aparelhos, ficando na segunda posição no individual geral. É a maior conquista da ginástica feminina na história olímpica.

"A primeira medalha de ouro do Brasil em Mundiais foi negra. E agora a gente tem a primeira medalha olímpica da ginástica artística brasileira também com uma negra. Isso é muito forte", disse Daiane, chorando durante a transmissão.

"Durante muito tempo, disseram que as pessoas negras não poderiam fazer alguns esportes. A primeira medalha foi de uma negra. Existe uma representatividade muito grande atrás disso. É uma mulher, negra, uma menina de origem muito humilde, criada por uma mãe solo, como a dona Rosa. O pai não é presente. Ela aguentou todas as lesões para ser a segunda melhor do mundo. Uma brasileira", completou Daiane.

Daniele Hypolito foi a primeira brasileira a conquistar uma medalha em Mundiais, uma prata no solo de 2001. Daiane dos Santos a primeira campeã mundial, em 2003. Depois, Daiane ainda conquistaria mais oito entre 2003 e 2006. Agora, Rebeca se tornou a primeira medalhista olímpica. Quando começou a treinar em Guarulhos, na Grande São Paulo, quando tinha 4 anos, ela ganhou o apelido de "Daianinha".

O feito foi ainda mais marcante por causa da sua trajetória. Foram três cirurgias no joelho direito entre 2015 e 2019. Ela conseguiu uma recuperação física e mental difícil de ser encontrada em uma modalidade tão competitiva como a ginástica.

"Essa medalha não é só minha, é de todo mundo. Todos sabem da minha trajetória, o que eu passei. Se eu não tivesse cada pessoa dessa na minha vida, isso aqui não teria acontecido. Tenho certeza disso. Sou muito grata a todo mundo mesmo. Acho que mesmo se eu não tivesse ganhado a medalha, eu teria feito história, justamente pelo meu processo para chegar até aqui", disse a medalhista de prata.

Estadão
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