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COI pede relatório de equipe da China sobre emblemas de Mao usado por ciclistas

3 ago 2021 10h26
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O Comitê Olímpico Internacional (COI) pediu nesta terça-feira que a equipe da China produza um relatório explicando por que duas de suas ciclistas apareceram no pódio usando emblemas com o rosto do ex-líder chinês Mao Tsé-Tung.

Emblemas de Mao Tsé Tung no uniforme das ciclistas chinesas Bao Shanju e Zhong Tianshi durante cerimônia de premiação em que receberam a medalha de ouro na Olimpíada de Tóquio
02/08/2021 REUTERS/Matthew Childs
Emblemas de Mao Tsé Tung no uniforme das ciclistas chinesas Bao Shanju e Zhong Tianshi durante cerimônia de premiação em que receberam a medalha de ouro na Olimpíada de Tóquio 02/08/2021 REUTERS/Matthew Childs
Foto: Reuters

As medalhistas de ouro de ciclismo Bao Shanju e Zhong Tianshi usaram os emblemas durante a cerimônia de entrega de medalhas na segunda-feira, uma possível violação das regras olímpicas sobre a exibição de objetos de teor político.

"Contatamos o Comitê Olímpico Chinês e pedimos a eles um relatório sobre a situação", disse o porta-voz do COI, Mark Adams. "Estamos analisando a questão."

A dupla usou os emblemas, comuns na China durante meio século, mas uma possível violação da Regra 50 da Carta Olímpica, depois de conquistarem o título de velocidade de equipe feminina de ciclismo no Velódromo de Izu.

Embora o COI tenha suavizado sua Regra 50 no mês passado para permitir gestos, como se ajoelhar, contanto que não atrapalhem o evento e com respeito pelos outros competidores, proibiu tais manifestações nos pódios.

O COI também está investigando um gesto feito pela medalhista de prata de arremesso de peso, a norte-americana Raven Saunders, que o Comitê Olímpico e Paralímpico dos Estados Unidos (USOPC) afirmou não ter sido desrespeitoso com outros competidores.

Ela fez um X com os braços acima da cabeça ao receber a medalha de prata no pódio, e mais tarde indicou ter se tratado de uma expressão de apoio aos oprimidos.

O USOPC disse que o gesto não violou suas regras, já que foi uma "expressão pacífica em apoio à justiça racial e social que foi respeitosa com seus concorrentes".

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