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Brasil decepciona e fica em sexto lugar no 4x100m do Mundial

Nadador mais velho da competição, Nicholas Santos se classificou para a final dos 50m borboleta com o segundo melhor tempo

21 jul 2019
12h45
atualizado em 22/7/2019 às 18h48
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O Brasil viveu momentos distintos neste domingo, no Mundial de Esportes Aquáticos, realizado em Gwangju, na Coreia do Sul. Prata no Mundial de 2017, em Budapeste, a equipe brasileira decepcionou e ficou apenas na sexta colocação na final do revezamento 4x100m livre masculino.

O quarteto formado por Marcelo Chierighini, Pedro Spajari, Bruno Fratus e Breno Correia fez o tempo de 3min11s99. O ouro ficou com os Estados Unidos (3min09s96), a prata foi para a Rússia (3min09s97) e o bronze, para a Austrália (3min11s22).

Nas eliminatórias, em que os brasileiros também haviam feito o sexto melhor tempo, o time nadou com André Calvelo, de apenas 18 anos, no lugar de Fratus, vice-campeão mundial dos 50 metros livre em 2017, que entrou na final para dar mais experiência ao quarteto.

O melhor momento do Brasil na prova foi com Pedro Spajari, segundo a entrar na água. Ele chegou a assumir a segunda posição, mas diminuiu o ritmo e fechou sua participação em sexto, depois de Marcelo Chierighini abrir o revezamento com o quarto tempo. Fratus fez a melhor parcial do time (47s78), chegou a nadar em terceiro, mas só bateu em quinto. Breno Correia, responsável por finalizar a prova, viu os norte-americanos dispararem, e acabou em sexto.

"Estou orgulhoso do time, estamos classificados para a Olimpíada. Foi uma prova boa, estou feliz com o esforço de todo mundo, sexto do mundo não é um resultado ruim, continuamos brigando pelo pódio", afirmou Bruno Fratus em entrevista ao SporTV.

Nicholas Santos na final

Nadador mais velho do Mundial, Nicholas Santos, de 39 anos, se classificou para a final dos 50 metros borboleta com o segundo melhor tempo das semifinais (22s79). O brasileiro, que é o atual vice-campeão mundial da prova, ficou atrás apenas do norte-americano Caeleb Dressel, uma das grandes atrações em Gwangju e que bateu o recorde da competição com o tempo de 22s57. Treinado pelo brasileiro Ari Soares e dono do recorde mundial com 22s27, o ucraniano Andreii Govorov bateu em terceiro, ao anotar 22s80.

"O passo foi dado, que era passar para a final. Mas quero nadar abaixo do 22s40, é um objetivo pessoal, é na final que a gente vai colocar lado a lado e ver quem vai ganhar", disse Nicholas Santos em entrevista ao SporTV. Na eliminatória, o veterano havia dado um susto ao ficar em 11º depois de errar na saída. A decisão será na segunda-feira, a partir das 8 horas (de Brasília).

Quem não conseguiu avançar à final foi João Gomes Jr. O brasileiro terminou com 11ª melhor marca nas semifinais dos 100 metros peito, com o tempo de 59s32, e ficou de fora da decisão. A prova tem como grande destaque o britânico Adam Peaty, que avançou em primeiro e quebrou o recorde mundial, nadando em 56s88.

Outros resultados

Nas outras provas da natação no Mundial já encerradas neste domingo, destaque para o chinês Sun Yang, uma das estrelas da competição. O nadador asiático confirmou o favoritismo e venceu os 400 metros livre com o tempo de 3min42s44, levando os muitos torcedores chineses presentes no complexo aquático à loucura. O australiano Mack Horton (3min43s17) ficou com a prata, e o italiano Gabriele Detti (3m43s23), com o bronze.

A grande surpresa do dia ficou por conta do desempenho da jovem australiana Ariarne Titmus, de 18 anos, que desbancou a favorita Katie Ledecky e ficou com o ouro nos 100 metros livre feminino ao nadar em 3min58s75. Ledecky tentava se juntar ao seleto grupo de atletas tetracampeãs mundiais, mas levou a prata. A norte-americana liderou boa parte da prova, mas foi ultrapassada nos metros finais e bateu em 3min59s97. Leah Smith, também dos Estados Unidos, fez 4min01s29 e faturou o bronze.

A Austrália também desbancou os Estados Unidos e levou a melhor no revezamento 4x100 metros feminino. De quebra, a equipe australiana ainda fez o recorde do campeonato, com o tempo de 3min30s21. As norte-americanas conquistaram a prata e o bronze ficou com o Canadá.

Estadão
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