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Após bronze no Mundial, Hebert Sousa mira pódio em Tóquio-2020

Boxeador baiano, de 21 anos, tem chamado atenção devido ao seu estilo clássico e à ótima movimentação de pernas

10 out 2019
04h41
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Conquistar um lugar no pódio no Mundial da Rússia, este ano, e na Olimpíada de Tóquio-2020. O baiano Hebert Sousa, de 21 anos, já conseguiu metade de seus projetos na carreira no boxe amador. Medalha de bronze em Ecaterimburgo, no mês passado o peso médio se prepara para a disputa do Pré-Olímpico ano que vem.

Com um estilo clássico, ótima movimentação de pernas, golpes precisos e variados, além da facilidade de atuar tanto como destro como canhoto, Hebert pode repetir o feito de Esquiva Falcão, medalha de bronze no Mundial Amador de 2011 e prata Jogos de Londres-2012.

"Esse é o nosso objetivo. Ganhar a medalha no Mundial foi muito importante para me dar motivação para o Pré-Olímpico e poder chegar bem na Olimpíada", disse o pugilista, que começou a lutar boxe aos 15 anos em um projeto social em Salvador, na Academia Champion, do técnico Luis Dórea, o mesmo que trabalhou com o tetracampeão Acelino Popó Freitas.

O desempenho de Hebert no ringue chama a atenção. Nos Jogos Pan-Americanos de Lima, am agosto, o brasileiro chegou até a decisão do ouro e perdeu para o cubano Arlen Lopez, campeão olímpico na Rio-2016.

Na Rússia, mês passado, disputou um ótimo Mundial, com destaque para a vitória sobre o italiano Salvatore Cavallaro nas quartas de final, que lhe garantiu o bronze, pois no boxe não há disputa de terceiro lugar. Na semifinal teve pela frente o russo Gleb Bakshi, que ainda teve uma performance acima do normal ao superar Hebert e o favorito Arlen Lopez para ficar com o lugar mais alto no pódio.

"Meu objetivo é subir no pódio em Tóquio. Ainda preciso me preparar bastante porque tenho muita coisa para fazer. Meu boxe está melhorando e espero chegar bem no Japão", afirmou o lutador.

Estadão
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