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RJ: violência crescente não afastará turistas, diz ministro

Vinicius Lages ignorou índices em constante crescimento e comparou Rio de Janeiro a Paris

3 fev 2015 18h18
| atualizado às 20h06
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<p>Capital é o maior destino turístico brasileiro</p>
Capital é o maior destino turístico brasileiro
Foto: Andre Freitas e Gabriel Reis / AgNews

O ministro do Turismo do Brasil disse nesta terça-feira que não está preocupado com o crescimento recente da violência no Rio de Janeiro e que isso possa intimidar turistas de irem aos Jogos Olímpicos do próximo ano. Vinicius Lages afirmou que estudos mostram que a insegurança não é a maior preocupação para os visitantes irem ao Rio, que sofre há muito tempo com uma quantidade alarmante de assaltos e taxas elevadas de homicídios.

Enquanto os níveis de violência caíram nos últimos anos, o Rio de Janeiro viu um crescimento na insegurança, incluindo os casos divulgados de mortes por balas perdidas e arrastões nas praias. "Nós não achamos que isso tenha qualquer impacto negativo", contou Lages a jornalistas em uma entrevista sobre turismo e a Olimpíada de 2016.

"Existem outros lugares no mundo que sofrem com circunstâncias ou momentos como esses sem afugentar turistas", acrescentou ele, citando Paris, um dos maiores destinos turísticos do mundo, aparentemente se referindo aos ataques terroristas que tiveram majoritariamente como alvo jornalistas de uma revista satírica. "Em todos os estudos que fizemos, segurança não aparece como um problema."

A preocupação com a violência no Rio de Janeiro tem aumentado nas últimas semanas. Quase três dezenas de pessoas foram atingidas por balas perdidas desde o começo do ano em meio à repressão policial a gangues, o que resultou em lutas armadas que feriram transeuntes.

Enquanto isso, centenas de policiais foram enviados às praias de Copacabana e Ipanema para ajudar a controlar os arrastões feitos por gangues de adolescentes e crianças que têm provocado um pandemônio nelas nos últimos fins de semana. "Nós temos que trabalhar forte para mostrar que o Estado brasileiro está preparado", disse Lages.

Ele também minimizou qualquer possibilidade de impacto na Olimpíada da seca que tem causado uma crise hídrica e elétrica em um Brasil dependente de usinas hidrelétricas. Reservatórios que servem as três maiores cidades - Rio de Janeiro, São Paulo e Belo Horizonte - estão em níveis historicamente baixos, levando autoridades das três cidades a levantarem a possibilidade de racionamento nos próximos meses.

"Nós estamos acompanhando o problema", declarou Lages, adicionando que o governo "deu passos para que isso não tenha um efeito mais sistemático que possa afetar o turismo". Lages e autoridades da cidade insistiram na conferência desta terça que a Olimpíada irá tornar o Brasil em um dos destinos turísticos mais procurados.

Um estudo recente da empresa Euromonitor International mostrou que o Brasil tinha apenas uma cidade entre os 100 maiores destinos turísticos de 2013. O Rio de Janeiro ficou no 92º lugar, bem atrás de vizinhos regionais como Lima, no Peru (31º), e Buenos Aires, na Argentina (64º).

"O Rio de Janeiro vai sem dúvida subir nos rankings depois da Olimpíada, dado o investimento, a melhora dos serviços e o aumento de ofertas", apostou o ministro. "Sem dúvida, o ano olímpico vai ser outra oportunidade de empurrar o Brasil para frente."

Fonte: AP AP - The Associated Press. Todos os direitos reservados. Este material não pode ser copiado, transmitido, reformado o redistribuido.
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