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COI procurará justiça por suposta fraude em escolha do Rio para Jogos de 2016

3 mar 2017
13h18
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Depois que o jornal "Le Monde" divulgou que a justiça da França possui indícios de que houve fraude no processo de escolha do Rio de Janeiro como sede dos Jogos do ano passado, o Comitê Olímpico Internacional se comprometeu nesta sexta-feira a procurar as autoridades do país para ficar a par das acusações.

"Após tomar nota das graves acusações, o COI se colocará contato com as autoridades judiciais francesas para obter informação. Confiamos que Frederikcs fornecerá todos os elementos para provar sua inocência contra as acusações feitas pelo 'Le Monde'", disse o porta-voz do comitê internacional, Mark Adams.

O periódico afirma que o ex-velocista namíbio Frank Fredericks, membro da assembleia do COI, possuía uma sociedade nas Ilhas Seychelles que no mesmo dia da escolha da sede dos Jogos de 2016 recebeu US$ 299,3 mil.

Fredericks, que presidiu a comissão de atletas do COI, está agora à frente da Comissão de Avaliação dos Jogos de 2024, cuja sede será definida em setembro deste ano. Adams destacou que o ex-atleta já entrou em contato com o Comitê de Ética da entidade para esclarecer a situação.

Segundo o namíbio, o dinheiro suspeito foi transferido pela Pamodzi Sports Consulting, empresa administrada pelo empresário senegalês Papa Massata Diack e dedicada à promoção de propriedades esportivas em conexão com programas de marketing da Federação Internacional de Atletismo (IAAF). O porta-voz afirmou que Fredericks trabalhou para a companhia de 2007 a 2011.

"O Comitê de Ética está fazendo um acompanhamento das alegações para esclarecer tudo sobre este assunto", acrescentou Adams.

O jornal francês também fala de um pagamento ao filho do ex-integrante do COI e ex-presidente da IAAF Lamine Diack por parte do empresário brasileiro Arthur Cesar Menezes Soares Filho, três dias antes da escolha do Rio, que na ocasião venceu Madri por 66 a 32 no segundo turno do pleito.

O COI é "parte civil" no procedimento aberto pela justiça francesa contra Diack e seu filho Papa Massata Diack. Lamine, segundo "Le Monde", aceitou propina da Federação Russa de Atletismo para financiar uma campanha política, em troca de esconder o uso de doping por parte de vários atletas.

EFE   

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