"O que vende é sangue", dispara Luís Castro após revés do Grêmio
Treinador tricolor rebate cobranças sobre desempenho no Brasileirão, recusa pergunta de repórter e lamenta chances perdidas
Após a derrota de virada do Grêmio por 2 a 1 para o Vasco, o técnico Luís Castro protagonizou uma coletiva tensa e rebateu críticas da imprensa, acusando-a de buscar engajamento ao afirmar que "o que vende é sangue". Embora tenha defendido os títulos e campanhas nas copas, o treinador admitiu o fraco desempenho no Brasileirão, expressando desilusão com o revés que deixou a equipe estagnada nos 28 pontos, em 15º lugar e ameaçada pela zona de rebaixamento antes de enfrentar o Botafogo.
O técnico Luís Castro protagonizou uma entrevista coletiva tensa na noite deste sábado (12), logo após a derrota de virada do Grêmio para o Vasco por 2 a 1, na Arena. O comandante tricolor demorou mais tempo que o habitual para se apresentar na sala de imprensa e demonstrou forte irritação com os questionamentos sobre a oscilação da equipe na temporada. Por causa desse incômodo com as avaliações a respeito do seu trabalho, o português rebateu as críticas e entrou em rota de colisão com os repórteres presentes em Porto Alegre.
Durante o pronunciamento, o treinador fez questão de ponderar o rendimento geral do clube no ano, ressaltando a conquista do Campeonato Gaúcho e a presença nas semifinais da Copa do Brasil. No entanto, Luís Castro admitiu abertamente que a campanha no Campeonato Brasileiro é insatisfatória e perigosa. Por isso, a pressão aumenta sobre o elenco gremista, que segue bastante ameaçado pelo rebaixamento.
Tensão com jornalistas e desabafo na Arena do Grêmio
O momento de maior atrito ocorreu quando o comandante gremista se sentiu provocado por uma análise sobre as suas declarações recentes. Visivelmente exaltado com a postura da sala, o técnico acusou a imprensa de buscar engajamento a qualquer custo em cima do momento turbulento vivido nos bastidores. Além disso, o treinador fez questão de pontuar que entende a dinâmica das redes sociais atuais.
"Já disse que o trabalho no Brasileirão não é bom. E já lhe disse que o trabalho na Copa do Brasil foi bom. E no estadual foi bom. Isto que eu disse. Eu sei que neste momento o que vende é sangue. E sei que as perguntas é para eu responder para haver sangue. É isso. Vocês já sabem que eu sei como se vive, os engajamentos e os cortes, sei tudo isso. Eu não disse que o meu trabalho era bom", disparou Luís Castro.
Logo em seguida, o português ainda se recusou a responder a pergunta de um outro repórter.
Desilusão com virada e duelo atrasado contra o Botafogo
Ao avaliar o revés dentro das quatro linhas, Luís Castro expressou enorme sentimento de frustração pelas chances desperdiçadas na etapa final, quando a equipe vencia por 1 a 0 e acabou levando dois gols em um intervalo de apenas quatro minutos.
"Hoje tendo ganho estávamos seis pontos acima do Z4 e diríamos 'estamos a reerguer, a conseguir', uma época até pode-se considerar não muito boa, mas aceitável. Neste caso, perante esta derrota, as coisas são totalmente diferentes. É muito difícil aceitar o resultado primeiro. Poderíamos chegar mais à frente e tivemos possibilidade de chegar mais à frente, do 2 a 0 por duas vezes e não conseguimos fechar o jogo. Meu sentimento é de desilusão no jogo de hoje", desabafou o treinador.
Com o resultado negativo, o Grêmio permaneceu estacionado nos 28 pontos na 15ª colocação, sustentando-se fora do Z4 apenas pelo critério do saldo de gols. Sem tempo para lamentar, o Tricolor Gaúcho agora concentra todas as forças na recuperação imediata no Brasileirão. A equipe volta a campo na próxima quarta-feira (16), às 19h30, para encarar o Botafogo no Estádio Nilton Santos, no Rio de Janeiro, em duelo atrasado válido pela 21ª rodada do torneio nacional.
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