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Arthur Zanetti faz balanço do ano e indica planejamento para 2019

12 dez 2018
15h40
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Enquanto muitos estão começando seu período de férias, Arthur Zanetti está ansioso para o seu retorno, que acontece já na próxima segunda-feira. Nesta quarta (12), em evento do Bosque da Fama, promovido pela Secretaria Municipal de Esportes e Lazer de São Paulo em parceria com a Panathlon, o campeão mundial e olímpico na modalidade de argolas na ginástica artística não só falou sobre seu planejamento para 2019, como fez um balanço da temporada que passou.

No próximo ano, a equipe de ginástica brasileira terá uma agenda cheia. Além do Pan-Americano, que acontece entre junho e julho em Lima, no Peru, o Mundial de outubro, em Sttutgart, garantirá a maioria das vagas para as Olimpíadas de Tóquio, em 2020.

"Ano que vem é um ano bem importante para a gente. É ano de classificação olímpica, Mundial e jogos Pan-Americanos, que é outro grande evento, bem visado pela ginástica", iniciou exclusivamente à Gazeta Esportiva. "A gente vai utilizar bastante o Pan como preparação para o Mundial, que é ele que vai classificar pras Olimpíadas. Então, a gente vai testar todos os atletas e qual a melhor equipe, praticamente tudo no Pan-Americano, para alinhar pro Mundial e não cometer nenhum erro e sempre estar 100%, da melhor forma possível", indicou.

Em relação a 2018, Zanetti falou sobre o ano "atípico", que foi, além de outras coisas, marcada pela lesão no bíceps do braço direito. "Aconteceram várias coisas, até uma lesão que tive, que fazia tempo que eu não tinha nenhuma e consegui recuperar, fui para o Mundial e alcancei um resultado lá. Tive outras competições que não me saí tão bem, mas consegui me recuperar depois. Então, para mim, em geral, foi um ano bem diferente, mas muito bom e de bastante aprendizado", observou.

Em agosto, o ginasta mostrou ótima forma ao alcançar, no Campeonato Brasileiro, a nota 15,350, sua maior no ciclo olímpico de Tóquio e a terceira maior da temporada. No entanto, ele teve uma ruptura de grau dois no bíceps do braço direito, que acabou forçando-o a ficar parado durante quase um mês. Ele se recuperou a tempo para o Mundial de Doha, em novembro, e conquistou a medalha de prata nas argolas, ficando atrás apenas do atual campeão olímpico, o grego Eleftherios Petrounias.

Arthur Zanetti foi um dos homenageados desta quarta-feira no evento Bosque da Fama, no anexo Parque das Bicicletas, no Ibirapuera, em São Paulo. Ele foi o primeiro dos atletas a plantar uma árvore na "calçada da fama ecológica" do parque, com uma muda de Jatobá.

"Uma homenagem sempre é bem-vinda. A gente fica muito feliz e, além disso, a gente passa e vê alguns grandes nomes e que marcaram seu esporte, então eu fico muito feliz por estar fazendo parte desse momento e também fazendo o bem para a natureza", finalizou.

*Especial para a Gazeta Esportiva.

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