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Foto: Terra

Liga dos Campeões

Tottenham supera lesão de Kane, bate City com gol de Son e abre vantagem em casa

Gol do sul-coreano Son Heung deixa a equipe de Londres mais perto da classificação

9 abr 2019
18h55
atualizado às 18h56
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No segundo jogo disputado em seu novo estádio, inaugurado na semana passada, o Tottenham precisou superar uma lesão de Harry Kane e voltou a contar com uma atuação decisiva do atacante sul-coreano Son Heung-min para vencer o Manchester City por 1 a 0, nesta terça-feira, em Londres, pelo confronto de ida das quartas de final da Liga dos Campeões.

Herói do jogo, Son já havia feito história ao marcar o primeiro gol da fantástica nova arena do clube londrino, que custou cerca de 1 bilhão de libras esterlinas (algo em torno de R$ 5 bilhões), na vitória por 2 a 0 sobre o Crystal Palace, na quarta-feira passada, pelo Campeonato Inglês.

Com o triunfo em casa, o Tottenham poderá jogar por um empate para avançar às semifinais da competição no confronto de volta deste mata-mata, no próximo dia 17, em Manchester. Já a equipe comandada pelo técnico Pep Guardiola precisará ganhar por dois gols de diferença para seguir vivo no torneio ou por 1 a 0 para levar a disputa da vaga à prorrogação e, caso seja necessário, aos pênaltis.

Vale lembrar que na Liga dos Campeões os gols marcados fora de casa têm maior peso para efeito de desempate. Com isso, caso o Tottenham faça um no duelo de volta, obrigará o City a balançar as redes por pelo menos três vezes para ir às semifinais.

E o City vai deixar Londres com motivos de sobra para lamentar, pois desperdiçou um pênalti aos 12 minutos do primeiro tempo. A penalidade só foi assinalada pelo juiz Bjorn Kuipers depois de o mesmo ter consultado a arbitragem de vídeo, que flagrou um toque da bola no braço de Rose após finalização do atacante Sterling.

O atacante argentino Agüero, que foi escalado como titular depois de desfalcar o seu time nas duas partidas anteriores por motivo de lesão, fez a cobrança no canto esquerdo de Lloris, que acertou o lado e fez a defesa.

Depois disso, o que se viu em campo no primeiro tempo foi um jogo de poucas emoções e muita tensão. Aos 39 minutos, o volante Fernandinho correu sério risco de ser expulso ao acertar a cabeça de Harry Kane com o braço. O juiz, porém, não flagrou a imprudência do jogador brasileiro, que sequer cartão recebeu.

Na etapa final, Son foi o primeiro a dar mais trabalho aos defensores do City e obrigou o também brasileiro Ederson a trabalhar em um chute cruzado aos 4 minutos. E o sul-coreano ganhou uma responsabilidade maior no ataque pouco depois, aos 10, quando Kane levou um pisão de Delph no tornozelo em uma dividida e, com muitas dores, precisou deixar a partida mancando.

Com a saída de Kane, o técnico Mauricio Pochettino colocou Lucas Moura em campo. Do outro lado, Guardiola respondeu com a entrada do também brasileiro Gabriel Jesus no lugar de Agüero. Porém, quem acabou sendo decisivo mesmo foi Son, aos 33 minutos. Depois de receber um passe de Eriksen nas costas da zaga, o sul-coreano conseguiu evitar a saída da bola na linha de fundo, cortou a marcação de Delph com um drible para trás e finalizou cruzado para a bola passar por debaixo de Ederson e entrar.

O gol só foi validado pela arbitragem após a consulta ao VAR, já que houve dúvida se a bola ultrapassou a linha de fundo quando Son dominou a bola antes de fazer a bela jogada que resultou no gol que definiu a partida. Nos minutos finais do jogo, Guardiola gastou os seus últimos cartuchos ao colocar De Bruyne e Sané em campo nos lugares de Mahrez e David Silva, mas já era tarde demais e não houve tempo para uma reação.

Estadão
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