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Futebol

Clubes da Liga Sul-Minas-Rio ameaçam abandonar o Brasileirão

Nelson Perez/Fluminense F.C.
19 jan 2016
18h24
atualizado em 27/1/2016 às 13h01
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A ameaça de punição a Flamengo e Fluminense, sinalizada pela Federação Carioca de Futebol e endossada pela CBF, por causa da participação da dupla na Liga Sul-Minas-Rio, pode provocar uma ruptura sem precedentes no futebol brasileiro. Reunidos na tarde desta terça-feira (19) no Rio, os demais clubes da nova entidade se solidarizaram de forma contundente com os dois gigantes cariocas. Se houver a punição, Grêmio, Internacional, Cruzeiro, Atlético-MG, Coritiba, Atlético-PR, entre outros, se dizem prontos a não disputar o Campeonato Brasileiro.  

A federação do Rio tem insistido que os clubes precisam de autorização das entidades as quais são filiados para participar de liga ou de torneios. A CBF, envolvida em escândalos de corrupção, teme perder poder se a Copa Sul-Minas-Rio sair do papel - a competição está marcada para começar em 27 de janeiro. Ambas têm criado dificuldades para o movimento independente de clubes, que reúne 15 das princpais agremiações do País.  

Em entrevista ao Terra publicada na segunda (18), o diretor-jurídico da liga, Eduardo Carlezzo, explicou que não existe esse impedimento. "Não há dispositivos legais que impeçam a organização de competições pelas ligas. Isso está claro na Lei Pelé. Não havendo o reconhecimento das entidades federativas, a única consequência é que a competição não entrará em seu calendário oficial, o que não impede a sua realização.

Carlezzo foi enfático ao dizer que não há lei no Brasil que impeça uma liga de existir e de organizar suas próprias competições. Ele citou ainda o Artigo 217 da Constituição Federal como exemplo de suporte ao movimento dos clubes. "O artigo assegura à liga autonomia quanto a sua organização e funcionamento."  

Fonte: Silvio Alves Barsetti

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