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Liga Sul-Minas-Rio

CBF pediu apoio a líder da oposição para respaldar Liga

Gazeta Press
29 jan 2016
09h14
atualizado às 10h41
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O recuo da CBF ao autorizar o torneio organizado pela Liga Sul-Minas-Rio, três dias depois de vetá-lo, foi uma vitória histórica dos clubes brasileiros e começou a se desenhar às 10 horas da quinta-feira (28). Naquele momento, um dos vice-presidentes da confederação, Delfim Peixoto, recebeu um telefonema inesperado. Era do secretário-geral da entidade, Walter Feldman.

A conversa foi amistosa, embora Feldman tenha sido um dos mentores de pelo menos uma manobra na CBF para impedir Delfim de assumir o poder em caso de afastamento definitivo do presidente licenciado Marco Polo Del Nero, indiciado pela Justiça dos EUA por crimes de corrupção.

Feldman fez um apelo ao dirigente que preside a federação catarinense de futebol e deu suporte para a realização do torneio. Queria a ajuda dele para evitar uma ruptura com os clubes. O secretário jogava ali a toalha em nome da CBF. Buscava um acordo e pretendia ouvir conselhos de Delfim, o único da confederação a defender o movimento dos clubes. Ouviu apenas um. Que deveria telefonar para o presidente da liga, Gilvan Tavares.

Houve então dois contatos de Feldman com Tavares durante a quinta-feira e, finalmente, a CBF decidiu divulgar nota oficial que mudava inteiramente o teor de outro comunicado, emitido dia 25. Em vez de ficar ao lado do presidente da federação carioca, Rubens Lopes - avesso à participação de Fla e Flu no torneio -, preferiu não comprar mais briga com 15 dos principais clubes brasileiros, todos com direito a voto em eleições da entidade.

Feldman não agiu sozinho. Tomou a decisão em conjunto com o diretor executivo de Gestão da CBF, Rogério Caboclo, e com Del Nero, com quem estão em contato permanente. O presidente em exercício, coronel Antônio Nunes, soube da mudança em seguida.

Eles avaliaram o grau de aceitação da liga pelos torcedores e a imprensa na primeira rodada do torneio e concluíram que seria mais desgastante para a CBF ter de enfrentar Flamengo, Grêmio, Internacional, Cruzeiro e Atlético-MG, entre outros. A nova entidade impôs assim uma derrota contundente à velha e antiquada CBF, que teme perder as rédeas das competições nacionais e vive há quase um ano envolvida em escândalos de corrupção. 

Fonte: Silvio Alves Barsetti
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