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Sampaoli revela que Argentina não treinou pênaltis para jogo com a França

Treinador disse que não costuma treinar penalidade às vésperas de partidas decisivas, mesmo que isso decida quem avança às quartas de final

29 jun 2018
15h00
atualizado às 15h00
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A participação no primeiro jogo eliminatório desta Copa do Mundo não mexeu com a rotina da Argentina. O técnico da equipe, Jorge Sampaoli, afirmou nesta sexta-feira que não fez os jogadores treinarem pênaltis na preparação para enfrentar a França, neste sábado, em Kazan, pelas oitavas de final. Apenas os goleiros fizeram um estudo dos adversários, sem que os possíveis batedores praticassem cobranças.

O treinador argentino disse que não costuma treinar pênaltis às vésperas de partidas decisivas, mesmo com a possibilidade de a vaga nas quartas de final precisar ser definida nas cobranças, em caso de empate no tempo normal e na prorrogação.

"A adrenalina no momento de jogo é muito diferente de quando se está apenas treinando. Não há motivo para praticar. Tivemos apenas uma sessão com os goleiros para ver o perfil de cada jogador francês", explicou.

Sampaoli lembrou que, em participações anteriores de suas equipes em decisões por pênaltis, também não havia pedido para os jogadores praticarem os chutes. O técnico citou como exemplos que no comando do Chile na Copa de 2014 perdeu para o Brasil nas oitavas de final, no Mineirão, para no ano seguinte conquistar a Copa América pela mesma seleção diante da Argentina, também nas penalidades. Nas vésperas dos dois jogos não houve treino específico.

Após uma primeira fase difícil, com derrota por 3 a 0 para a Croácia e classificação conquistada nos minutos finais diante da Nigéria, o treinador argentino prometeu ter agora uma equipe mais fortalecida para enfrentar os franceses.

"No estado de ânimo e de confiança em que estamos, vamos ter uma equipe muito dedicada e que dificilmente vai aceitar a derrota. Vamos jogar com muito coração e fazer uma partida competitiva", afirmou.

A Argentina definiu o time em treinamento fechado em Bronnitsy, cidade próxima a Moscou onde faz a preparação. O elenco não foi ao estádio em Kazan para a atividade de reconhecimento do gramado. A equipe pode ter uma alteração, a entrada de Pavón na vaga de Higuaín e a colocação de Messi com atacante centralizado. Sampaoli se recusou a confirmar a escalação.

O técnico elogiou a seleção francesa e explicou que para sair como vencedora, a Argentina precisará conter a velocidade dos adversários. "Uma equipe como a França tem defesa sólida e transição rápida para o ataque. Por isso, sonho em ver no jogo uma Argentina com muita paixão e muito futebol. Estamos com fome para ganhar", disse.

Estadão
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