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Sampaoli pede mais jogos na Vila Belmiro, mas renda no Pacaembu anima o Santos

Técnico reforça preferência por jogar na cidade de Santos, admitindo que não tem poder para mudar decisão da diretoria

13 mai 2019
04h40
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Após a boa vitória do Santos sobre o Vasco por 3 a 0, no último domingo, no Pacaembu, pela quarta rodada do Campeonato Brasileiro, o técnico Jorge Sampaoli reiterou o seu desejo de jogar mais na Vila Belmiro e menos no Pacaembu. Para o argentino, deixar de mandar seus jogos em Santos é abrir mão de uma vantagem.

"Eu dei meu ponto de vista ao presidente (do clube). Para mim, a nossa casa é em Santos. Aceitamos jogar aqui (no Pacaembu), mas eu entendo que nossa casa é o local onde estamos. Sair dali é abrir mão de vantagem. Mas eu não decido", afirmou Sampaoli na coletiva pós-jogo.

José Carlos Peres, presidente do Santos, já afirmou que o desejo dele é fazer 50% dos jogos na Vila Belmiro e 50% no Pacaembu por conta de uma questão econômica. Na temporada, o Santos só realizou quatro jogos no seu próprio estádio e tem um quinto marcado, o confronto de volta das oitavas de final contra o Atlético-MG no dia 6 de junho.

O desejo antigo de Sampaoli é usar a Vila Belmiro como caldeirão para decisões importantes, mas o presidente do Santos vê mandar essas partidas no Pacaembu como uma chance de o clube conseguir uma renda maior para amenizar a situação financeira da equipe. Na partida contra o Vasco, a renda divulgada foi de R$ 343.355,00, mas apenas 11.411 torcedores pagaram ingressos para acompanhar o confronto.

No único jogo do Brasileirão realizado na Vila Belmiro, vitória sobre o Fluminense por 2 a 1 na segunda rodada, o Santos ficou abaixo dos R$ 100 mil em receita líquida. Apesar da renda no jogo ter sido de R$ 294.075,00, apenas R$ 94.788,01 realmente entraram no caixa do Santos, descontando as despesas operacionais que o time tem em dias de jogos.

Estadão
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