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Robinho se defende e diz que único arrependimento foi ter traído sua mulher

Jogador de 36 anos teve seu contrato com o Santos suspenso nesta sexta-feira após repercussão da condenação por estupro em 1ª instância na Itália

17 out 2020
14h55
atualizado em 19/10/2020 às 16h49
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Um dia após ter o contrato suspenso pelo Santos para que possa se concentrar exclusivamente na sua defesa no processo que corre na Itália, o atacante Robinho se defendeu da condenação por estupro em 1ª instância e afirmou que toda relação que teve com a mulher denunciante foi consensual.

A decisão do Tribunal de Milão ainda não é definitiva e é alvo de contestação da defesa de Robinho. Ao Portal UOL, o jogador disse que seu único arrependimento foi ter sido infiel à sua mulher. "Olha, eu me arrependo de ter traído a minha esposa. Este é o meu arrependimento", declarou o jogador, que em nenhum momento negou ter tido uma relação com a mulher que o acusa. Segundo Robinho, tudo que aconteceu entre eles foi de comum acordo e que ele teria ido embora antes que seus amigos tivessem cometido algum crime.

"Não tive relação sexual com ela não", afirmou o atacante. "A gente teve relação entre homem e mulher, de ela me tocar e eu tocar nela, porque ela quis e eu também quis, mas não cheguei a fazer sexo com ela", explicou. "Nenhuma penetração e nem nada disso."

Na sexta, uma reportagem do site globoesporte.com revelou detalhes da sentença condenatória. Transcrições de interceptações telefônicas realizadas com autorização judicial mostraram que Robinho revelou ter participado do ato que levou uma jovem de origem albanesa a acusar o jogador e amigos de estupro coletivo, em Milão, na Itália. Em 2017, a Justiça italiana se baseou principalmente nessas gravações para condenar o atacante em primeira instância a nove anos de prisão.

De acordo com a investigação, Robinho e outros cinco amigos, incluindo Ricardo Falco, que também foi condenado, levaram a mulher ao camarim de uma boate chamada Sio Café, em Milão, e lá abusaram sexualmente dela. O caso aconteceu em 22 de janeiro de 2013, quando o atleta defendia o Milan. Os outros suspeitos deixaram a Itália ao longo da investigação, e por isso a participação deles no ato é alvo de outro processo.

O atacante tentou se explicar quando foi perguntado sobre as transcrições de interceptações telefônicas que, segundo ele, poderiam ter sido tiradas de contexto ou traduzidas de forma equivocada do processo em italiano.

"Eles traduziram muita coisa fora de contexto. Na verdade isso faz muito tempo. E em conversa de WhatsApp a gente fala, mas nunca com falta de respeito, nunca por desrespeitar as mulheres. Eles falaram que homens conversam entre si, né. Que teve relação sexual com a mulher, com o consentimento dela, porque ela quis e é exatamente isso."

No entanto, Robinho, na mesma entrevista, deixou claro que respeita apenas as mulheres da sua família ao citar sua 'minha mãe, que é minha rainha, minha esposa e minha filha' e depois acrescentar: "Infelizmente, existe esse movimento feminista. Muitas mulheres às vezes não são nem mulheres, para falar o português claro. E se levantam contra porque coisas que homens."

Suspensão do contrato

Com a repercussão negativa e pressão de pessoas nas redes sociais, os patrocinadores começaram a avisar o Santos que poderiam abandonar o clube. Tekbond, Kicaldo, Casa de Apostas e Philco, entre outras, divulgaram posicionamentos nessa linha e notificaram o Santos sobre a possível saída caso fosse mantida a intenção de contar com Robinho no elenco.

Diante disso, o Santos divulgou na noite de sexta-feira, uma nota informando que suspendeu a validade do contrato com o jogador. Pouco depois, Robinho também se manifestou sobre a suspensão do contrato. "Meu objetivo sempre foi ajudar o Santos Futebol Clube e se de alguma forma eu estou atrapalhando, é melhor que eu saia e foque nas minha coisas pessoais", disse.

Estadão
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