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Seleção do Chile

Remendado, Chile estreia contra o Japão já preocupado com Uruguai

16 jun 2019
22h36
atualizado às 22h36
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Atual bicampeã da Copa América, a seleção do Chile estreia na edição brasileira da competição continental nessa segunda-feira, às 20h (de Brasília), contra o Japão, no estádio do Morumbi. E problemas não faltam ao técnico colombiano Reinaldo Rueda. Alexis Sánchez, por exemplo, jogou apenas 15 partidas no ano e correr contra o tempo por causa de um problema no joelho.

"É, realmente sobre Alexis estamos conversando com ele, conversei há pouco, depois do treino. Uma coisa é o torneio outra é o treino. Vamos ter de ver no jogo como as coisas vão saindo e se o Aléxis consegue entender o rival, se vai se poupar ou se expor um pouco mais. O departamento médico tem uma ideia, o jogador tem outra e eu vou ver qual melhor momento para usar o Alexis", explicou o comandante, em entrevista coletiva nesse domingo.

Outro atleta importante que gera ainda mais cautela sobre seu aproveitamento nessa Copa América é Nicolás Castilho, centroavante do América-MEX e um dos mais experientes do grupo.

"Ele vem evoluindo, expectativa era grande, mas Castilho no primeiro semestre esteve em Portugal, depois foi para o México, se machucou, ficou parado, está sentindo um incômodo (na coxa). Ele quer jogar, mas não consegue totalmente. Estamos acompanhando de perto e tomara que possamos contar com ele".

O Chile chega para a Copa América com a maior média de idade do torneio (28,6). Rueda não nega que seu foco está totalmente voltado para a Copa do Mundo do Catar, daqui três anos, mas ainda assim faz mistério sobre a escalação e não deixa de lamentar os percalços encontrados na atual preparação.

"Gostaríamos de ter chegado com os jogadores em outro nível. Lesões, decisões técnicas, contratos, tem uma porcentagem importante de jogadores que vêm sem frequência de jogos e outros com frequência de ter jogado até 15 dias atrás. Diferentes preparações, tudo isso influi, não tem uma satisfação total", admitiu o treinador.

O Chile está no Grupo C da Copa América, que já tem um líder de respeito. Enquanto os chilenos treinavam no gramado do Morumbi, o Uruguai enfiava 4 a 0 no Equador. E esse cenário preocupa Rueda.

"Naturalmente compromete. A gente tem de pensar no Japão antes de pensar no Uruguai, no Equador, cada um fazendo seu trabalho. Já tem uma equipe que sai na frente e temos de ser inteligentes para chegar no líder", reconheceu, antes de assumir de vez que enxerga o primeiro colocado de seu grupo como o time a ser batido, acima até do Brasil.

"Para mim o máximo favorito é o Uruguai, principalmente depois do jogo de hoje. O grupo que tem, talvez o único processo com coerência na América do Sul, um treinador constante, ficou em quinto na Copa (do Mundo da Rússia). O Brasil é sede e tem pressão, nós temos a pressão própria, prestígio, esse grupo sabe o que é ganhar, vai ser a chave, assimilar o momento e trabalhar muito, com intensidade, para ratificar que temos o nível e status para competir", concluiu o ex-técnico do Flamengo.

Gazeta Esportiva Gazeta Esportiva
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