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Raí justifica demissão de Aguirre: 'Mensagem não estava sendo absorvida'

Diretor de futebol do São Paulo acha que equipe não estava mais rendendo sob o comando do uruguaio

12 nov 2018
18h41
atualizado às 20h02
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Raí, diretor executivo de futebol do São Paulo, concedeu entrevista coletiva na tarde desta segunda-feira, 12 para explicar os motivos da demissão do técnico Diego Aguirre, anunciada na noite do domingo, 11. De acordo com o homem forte do futebol do clube, a equipe já não vinha mais respondendo ao comando do treinador e, com a troca de comando, "terá mais chances de tentar uma vaga entre os quatro primeiros" do Campeonato Brasileiro. Atualmente, é a quinta colocada, empatada em pontos (58) com o Grêmio.

"Não existiu um fato, existiu uma série de observações, não só do resultado, mas da forma e das dificuldades. Isso nos levou a entender que a mensagem não estava sendo absorvida da mesma forma que em outros momentos", disse o dirigente. "Uma decisão dessas a gente acredita que vai ter reação e uma melhora. Tem riscos, tem responsabilidade, mas da maneira que vinha acontecendo me leva a crer que a gente terá mais chances de se manter, de tentar uma vaga entre os quatro primeiros", completou.

Raí negou que a saída do uruguaio tenha a ver com problemas de relacionamento com o elenco. A pergunta fez menção a um suposto mal-estar entre Aguirre e o meia Nenê, barrado da equipe titular nas últimas partidas.

"A decisão não tem nada a ver com um indivíduo, uma ação ou um momento específico, foi uma sequência. Não teve nenhum peso em nenhum momento. Nós já falamos publicamente que tiveram momentos em que o Nenê demonstrou insatisfação e a gente reprova, já conversamos com ele. A gente reprova, fala e define internamente o que deve ser feito", garantiu o diretor.

Aguirre chegou ao clube em março, em substituição a Dorival Júnior. Sob seu comando, foram 43 jogos, com 19 vitórias, 15 empates e nove derrotas (aproveitamento de 55,8%). Em seu lugar, a diretoria vai apostar em André Jardine, que está no clube desde 2015 e foi convidado a se juntar ao estafe de Aguirre assim que o uruguaio desembarcou no Morumbi. Será ele o comandante da equipe nas cinco partidas restantes do Campeonato Brasileiro: Grêmio, Cruzeiro, Vasco, Sport e Chapecoense.

"Sempre foi e é uma opção para assumir o São Paulo até o final do ano. Qualquer pergunta sobre comando em 2019 é algo que a gente vai discutir internamente e que não vamos emitir opinião nesse momento", disse Raí, que não descartou efetivar Jardine para a próxima temporada, mas deixou claro na entrevista não ter ainda convicção para tal. Internamente, Jardine é bem avaliado pelo diretor de futebol, mas ainda não tem total aval do presidente do clube, Carlos Augusto de Barros e Silva, o Leco, que vê o auxiliar sem estofo necessário para assumir tamanha responsabilidade.

Em mais uma de uma ocasião durante seu pronunciamento, Raí disse que a responsabilidade pela demissão de Aguirre era dele, apesar de não ter sido uma decisão isolada. Ele disse ter conversado com Ricardo Rocha, coordenador de futebol, e tentado entrar em contato com Diego Lugano, superintendente de relações institucionais. Mas ponderou, em relação a este último, que apesar de contribuir com opiniões, "não é papel dele" participar de decisões como a da demissão de um treinador.

"Foi uma decisão muito difícil, uma decisão encabeçada por mim, conversada com algumas pessoas que trabalham comigo, mas encabeçada por mim. Queria deixar muito claro, desde o início, o agradecimento ao Aguirre, seu trabalho, seu profissionalismo e tudo que ele fez no São Paulo, coisas que vão ficar, o seu legado", concluiu.

Estadão
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