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PM não mudará segurança após ameaça do Corinthians de não entrar campo

Major Ricardo Xavier informou que manterá estratégia de praxe de qualquer clássico que aconteça em decisão de campeonato

12 abr 2019
15h05
atualizado às 15h05
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O Batalhão de Choque da Polícia Militar se reuniu nesta sexta-feira com dirigentes da Federação Paulista de Futebol, diretores da CET e responsáveis do Corinthians e do São Paulo para informar sobre a estratégia de segurança para o clássico entre as equipes, domingo, no estádio do Morumbi.

O Major Ricardo Xavier, responsável pela segurança nos estádios, informou ao Estado que o planejamento será o mesmo de qualquer clássico de final de campeonato. "O posicionamento da diretoria do Corinthians não muda nenhum contexto. Vamos executar o que foi planejado. Dar o tratamento independentemente de qualquer declaração."

A reunião é de praxe e acontece antes de qualquer partida de futebol. A PM ainda não consolidou o número de policiais que farão a segurança nos arredores do estádio. Sobre a chegada das delegações, a estratégia de segurança será definida pelo responsável da escolta no momento do deslocamento.

"É uma informação estratégica que vai depender do cenário. A decisão é do policiamento do momento e não dos clubes. Os clubes informam o horário de saída apenas. Se for viável que cheguem juntos, vai ser assim. Se não der por problemas de deslocamento, trânsito, vamos adotar outra estratégia", informou o Major.

O presidente do Corinthians, Andrés Sanchez, reiterou nesta sexta-feira o que enviou por ofício à PM e à Federação Paulista de Futebol: "Se quebrar o vidro (do ônibus), não vamos entrar em campo, pode dar W.O.", disse. A declaração foi uma resposta ao comentário do presidente do Tribunal de Justiça Desportiva, Antonio Olim, que afirmou ao Estado que o time alvinegro perderá a partida caso se recuse a jogar.

O responsável pela segurança nos estádios da Polícia Militar também disse desconhecer a informação de que o ônibus do Corinthians é sempre apedrejado na chegada ao Morumbi. "Não temos esse registro. Já tivemos pontualmente situações."

Os policiais farão a escolta com câmeras para tentar flagrar eventuais tentativas de apedrejamento. "Se identificar o momento, vai realizar a detenção como aconteceu no caso agora do Palmeiras. Caso não consiga de imediato será detido, se não, continuaremos a busca até a localização de quem cometeu o crime."

Dois torcedores do Palmeiras foram detidos após apedrejarem o ônibus do próprio clube na noite da última quarta-feira. Ambos foram liberados na quinta-feira depois de assinarem termo circunstanciado, registro para crimes de menor relevância.

De acordo com a Secretaria de Segurança Pública de São Paulo, a ocorrência foi encaminhada para o Juizado Especial Criminal. Os dois foram atuados pelo artigo 163 do Código Penal (Dano) e artigo 41 do Estatuto do Torcedor (Promover tumulto) e devem comparecer perante o juiz.

Estadão
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