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Para recuperar a paz e até o sono, Cruzeiro tenta deixar a zona de rebaixamento

Equipe mineira visita o Botafogo às 21h30, no Estádio do Engenhão

31 out 2019
08h26
atualizado às 08h26
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Dependendo apenas de si para deixar a zona de rebaixamento do Campeonato Brasileiro, o que será assegurado com a conquista de uma vitória nesta quinta-feira, o Cruzeiro enfrenta o Botafogo às 21h30, no Estádio do Engenhão, no Rio, em um confronto fundamental para a equipe mineira começar a respirar ares menos turbulentos e recuperar a tão almejada paz nesta reta final da temporada. Confira onde assistir.

Com 29 pontos em 28 jogos disputados, o time celeste vem sofrendo com a sua constante instabilidade. Após conquistar triunfos sobre São Paulo e o Corinthians, amargou um empate por 1 a 1 com o Fortaleza, no Mineirão, na rodada passada da competição, e voltou a conviver com a angústia comum aos times que figuram no grupo dos últimos quatro lugares da tabela de classificação.

E se estar na zona de rebaixamento é um grande "pesadelo" para o Cruzeiro, o risco de cair para a Série B tem feito alguns jogadores da equipe perderem o sono. Semanas depois de Thiago Neves ter admitido que estava precisando recorrer a remédios para conseguir adormecer, na última terça-feira o meia Robinho revelou que a fase do clube e o seu próprio momento individual dentro de campo está o "deixando sem dormir algumas noites".

"Precisamos ganhar. Não dá para adiar essas vitórias, não", ressaltou o jogador, em entrevista coletiva. "Olhando a tabela, dependemos só da gente, vencendo o Botafogo a gente sai (da zona de rebaixamento)", completou, naquela ocasião.

E nesta quarta-feira o volante Éderson, que vai retornar ao time depois de ter cumprido suspensão contra o Fortaleza, exaltou o peso da partida contra os botafoguenses. "É um jogo importantíssimo fora de casa. O Cruzeiro vai ser o Cruzeiro dos últimos jogos. Não estamos perdendo. O Cruzeiro vai ser isso, vamos dar o nosso máximo, porque o que importa para nós são os três pontos", projetou.

Para Éderson, o duelo desta quinta também marcará o reencontro com o time e com o estádio no qual fez a sua estreia pelo time profissional do Cruzeiro, no dia 5 de setembro do ano passado, então com um empate por 1 a 1. Com 17 partidas disputadas e vivendo bom momento sob o comando do técnico Abel Braga, ele festejou as chances que vem tendo na equipe titular e agora aposta na conquista de um triunfo sobre os botafoguenses.

"Contra o Botafogo foi meu primeiro jogo no Cruzeiro e agora, mais de um ano depois, consegui sequência, estou com mais confiança, evoluí um pouquinho mais em alguns aspectos, passaram outros técnicos. Muita coisa mudou", celebrou o atleta.

Com Éderson novamente à disposição, Jadson deve retornar ao banco de reservas cruzeirense. O atacante Pedro Rocha, que ficou fora de mais um treino no campo nesta quarta-feira enquanto trata de dores no tornozelo esquerdo, segue como desfalque. O zagueiro Dedé e o meia Rodriguinho, que se recuperam de cirurgias, continuam entregues ao departamento médico e são outras baixas.

Jogo é decisivo para o Botafogo

Botafogo está com uma dúvida para o duelo. O técnico Alberto Valentim deve repetir o time que perdeu para o Grêmio, mas deixou um ponto em aberto. A disputa por uma vaga na escalação está entre Victor Rangel e Alex Santana.

A mudança influenciará no posicionamento de Diego Souza. Caso Victor Rangel seja o escolhido, o ex-meia-atacante de Palmeiras e São Paulo atuará como um segundo atacante, ajudando na armação. Se Alex Santana for escalado, o jogador será o homem de referência do setor ofensivo.

"Sabemos da dificuldade de jogar contra o Cruzeiro, mas temos que pensar apenas na vitória por se tratar de um adversário que vive situação semelhante a nossa na tabela de classificação. Vamos contar com o apoio da nossa torcida. Um triunfo fará com que demos um bom salto na tabela", analisou Valentim

O meia João Paulo seguiu a linha de raciocínio do comandante, lembrando que o Botafogo está com 33 pontos, com quatro de vantagdem para a zona de rebaixamento. "Temos que jogar como se fosse o último jogo. Ainda mais dentro de casa, contra um rival que está na mesma situação que a nossa. É como falamos, é para fazer de cada partida uma final. É um jogo de três pontos. Precisamos vencer para manter a diferença para nosso adversário", afirmou.

Estadão
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