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Para Infantino, resultados confirmam que ampliar Copa é 'decisão acertada'

Dirigente causou polêmica no ano passado quando anunciou que o torneio de 32 seleções seria ampliado para 48 times a partir da Copa de 2026

29 jun 2018
06h21
atualizado às 06h21
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O presidente da Fifa, Gianni Infantino, afirmou que a eliminação da Alemanha da Copa de 2018 e os problemas enfrentados por diversas seleções tradicionais no torneio deste ano mostram que sua decisão de ampliar o Mundial para 48 seleções é "o caminho certo".

Infantino causou polêmica no ano passado quando anunciou que o torneio de 32 seleções seria ampliado para 48 times a partir da Copa de 2026. Documentos internos da Fifa chegaram a questionar o impacto para a qualidade do torneio. Mas também indicaram que a expansão significaria uma ampliação da renda de US$ 1 bilhão.

Ao Estado, o presidente da Fifa deixou claro que os resultados em campo no atual torneio reforçam a tese de que a ampliação do Mundial faz sentido. "Isso (eliminação da Alemanha) mostra que o futebol hoje é global e que não existem mais equipes fracas", destacou.

Questionado se a queda dos atuais campeões significaria que o Brasil também deveria ter cautela em seus próximos jogos, Infantino não deixou espaço para dúvidas. "Com certeza. Todos precisam ter cuidado", disse. "Isso tudo mostra que a decisão de uma Copa com 48 seleções é a acertada e que será positivo. Foi o caminho certo", insistiu.

Na primeira fase da Copa do Mundo, a principal surpresa foi a eliminação da Alemanha. Mas os primeiros jogos também apontaram dificuldades para seleções tradicionais, como Argentina, França, Portugal, Brasil e Espanha.

Nem todos concordam com Infantino, alertando que, nas oitavas de final, a presença de sul-americanos e europeus mostra que o centro do futebol mundial continua nas duas tradicionais regiões. Dos 16 times classificados, apenas um vem da Ásia, um da América do Norte e nenhum africano, árabe ou da Oceania.

Infantino tentou antecipar a ampliação da Copa já para a edição de 2022, no Catar. Mas não houve um acordo para que isso pudesse ocorrer, principalmente diante da rejeição da Uefa e temores de que o diminuto país no Golfo Pérsico não tivesse capacidade de receber 80 jogos e milhares de pessoas extras.

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Numa conferência organizada em Moscou na sexta-feira, Infantino também defendeu o uso do VAR na Copa do Mundo e insistiu afirmando que sua entidade precisa "abraçar" o futuro. "Modernidade. É o que a Fifa quer ser. Precisamos abraçar o mundo digital, conectar com as bilhões de pessoas do mundo, que são torcedores", insistiu.

"Temos de olhar tudo isso para ver futuro e, no que se refere a abraçar a modernidade, estamos fazendo com o VAR", disse. "Ele está tendo um grande impacto e mostrando que estamos abertos à modernidade. Mas protegendo também", afirmou.

Sobre a organização russa, Infantino evitou todas as polêmicas dos últimos anos sobre doping, corrupção e suspensão. O suíço, porém, preferiu destacar o fato de que o torneio está "mudando a imagem da Rússia no mundo, principalmente no Ocidente". "Está sendo uma grande festa para a Rússia e para o mundo", completou.

Estadão
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