0

Oswaldo promete dedicação ao Fluminense: 'Vou trabalhar como sempre fiz'

Treinador foi apresentado oficialmente nesta segunda-feira, em entrevista coletiva

26 ago 2019
15h59
  • separator
  • 0
  • comentários

O trabalho em campo no Fluminense começou no domingo com o primeiro treinamento no CT Pedro Antônio, no Rio de Janeiro, já com vistas ao jogo decisivo contra o Corinthians, nesta quinta-feira, no estádio do Maracanã, pela rodada de volta das quartas de final da Copa Sul-Americana. Nesta segunda-feira, depois de comandar a sua segunda atividade, o técnico Oswaldo de Oliveira foi apresentado e prometeu muita dedicação ao clube tricolor.

"Sou o mesmo de sempre. Vou trabalhar como sempre fiz. Quando o time é muito bom, vamos propor o jogo e ser ofensivos. Quando se precisa ter cuidados, é claro, vamos ter de fazer isso. Isso não pode ser definitivo. Você joga cada jogo contra um adversário com as forças que se tem e tentando neutralizar o rival. É claro que existem equipes com supremacia absurda. O futebol brasileiro é equilibrado, tem equipes muito forte. Vamos jogar analisando o adversário e as nossas forças", afirmou o treinador.

Sucessor de Fernando Diniz, demitido há uma semana, Oswaldo de Oliveira, de 68 anos, inicia a sua terceira passagem pelo Fluminense - a primeira foi de 2001 a 2002 e a segunda em 2006. E admitiu que o trabalho de seu antecessor foi bom, apesar do time estar na zona de rebaixamento do Campeonato Brasileiro.

"Reconheço o trabalho do Fernando. Ele já tinha feito isso no Audax. Alguns jogadores que figuram em grandes equipes brasileiras eram desconhecidos até o trabalho dele. Aqui, ele repetiu com o Caio, o Allan, os meninos de Xerém... Isso coincide com as minhas características. Em todos os lugares que passou eu promovo, dou força, tento recuperar jogadores. É importante ter um grupo forte. Um jogador não sobrevive apenas pelo físico, o técnico e o tático. Existe o mental também. Corpo e mente precisam trabalhar juntos", disse.

Em sua segunda passagem, uma polêmica com Celso de Barros, então patrocinador do clube e hoje vice-presidente do Fluminense, causou a sua saída. Nesta segunda-feira, Oswaldo de Oliveira minimizou o episódio. "Eu não me lembrava e nem ele. Depois, é claro, as pessoas começaram a falar. Isso acaba voltando. Hoje, 13 anos depois, não faz diferença nenhuma. Estamos aqui alinhados e pensando da mesma forma. Vamos trabalhar juntos para fazer o melhor ao Fluminense".

Em campo, o técnico explicou que pretende arrumar as coisas de trás para a frente, ou seja, da defesa para o ataque. E espera respostas da dupla Paulo Henrique Ganso e Nenê. "Procurei no jogo passado (contra o Corinthians, em São Paulo) e iniciei ontem (domingo) o trabalho dando mais atenção à defesa, mas menos por esse motivo e mais pelo princípio básico do futebol, de começar a defesa e ir avançando. Por isso eu dei mais atenção ao setor defensivo da nossa equipe", comentou. "Eles (Ganso e Nenê) que vão me dizer se podem jogar juntos. Qualquer coisa que aconteça será via resposta deles".

Oswaldo de Oliveira volta às Laranjeiras junto de outros dois profissionais, os auxiliares Luiz Alberto da Silva e Sidney Morais, além do ex-jogador Marcão como membro da comissão técnica permanente. "Estou no melhor momento da minha carreira. Estou experiente, acompanhando tudo. É o melhor momento da minha carreira", completou.

Estadão
  • separator
  • 0
  • comentários
publicidade