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Opositores veem união difícil e descartam gastos em contratações no Santos

23 out 2017
20h22
atualizado às 20h22
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Faltando um mês e meio para a eleição, o cenário político do Santos parece estar definido. Apesar de uma união entre os opositores do presidente Modesto Roma Júnior ainda não ser totalmente descartada, já que o registro oficial das chapas só acontece em novembro, os próprios grupos admitem que isso dificilmente irá acontecer.

O candidato Andres Rueda, da chapa 'Santástica União', afirmou que já tentou uma junção ao grupo 'Somos Todos Santos', encabeçado por José Carlos Peres, Orlando Rollo e Odir Cunha. O empresário, porém, afirmou que não houve acordo entre as partes.

"O nosso nome é Santástica União. No começo procuramos união de todos os grupos. Não pelo lado eleitoreiro. O que não conseguimos entender é como um clube tem tantos grupos com ideias diferentes. Procuramos no passado e acabou não dando certo. Mas a eleição é em dezembro e não fechar a possibilidade. Mas já foi tentado, não deu certo, e agora cada um tenta seu caminho. Todos buscam o bem do Santos", disse Rueda em entrevista coletiva nesta segunda-feira.

Além de Peres e Rueda, a eleição do Peixe, que acontece em 9 de dezembro, também tem Nabil Khaznadar como candidato de oposição. Atual mandatário, Modesto Roma já confirmou a tentativa de reeleição. Sendo assim, caso a união dos opositores realmente não aconteça, o pleito deve ter quatro chapas em disputa.

O vice de Rueda, José Renato Quaresma, criticou a atual gestão do clube nesta segunda-feira e pensa em acabar com os gastos em contratações de jogadores, como Peixe fez neste início do ano (cerca de R$ 24 milhões).

"O investimento na base é essencial. Sou totalmente a favor de subir os jovens. Futebol tem mudança muito forte em determinadas funções. Tem que formar no clube, não contratar. O clube não pode gastar dinheiro contratando zagueiro. O zagueiro, de certa forma, é uma função até que fácil se formatar o jogador desde pequeno no projeto do clube. Tem que contratar só em uma emergência. Mudança no futebol passa por isso. O Santos é formador e tem que vender no tempo certo de venda. Isso é essencial. O Santos tem que estar sempre forte. Não pode depender de contratação. É essência do clube", afirmou Quaresma, citando a compra do zagueiro Cleber junto ao Hamburgo, da Alemanha, em dezembro, por R$ 7,4 milhões.

Gazeta Esportiva Gazeta Esportiva
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