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Nome de Marcos Paquetá dividiu diretoria do Botafogo

27 jun 2018
10h59
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O anúncio de Marcos Paquetá como novo treinador do Botafogo encerrou um problema. Afinal de contas, o cargo estava vago desde que Alberto Valentim se transferiu para o futebol árabe. Porém, a polêmica em torno do novo comandante só deverá acabar se o trabalho dentro de campo der bons resultados. Isso porque seu nome está longe de ser unanimidade e dividiu a diretoria.

Indicado por Anderson Barros, diretor de futebol, Paquetá não era conhecido de boa parte dos dirigentes. Logo o presidente Nelson Mufarrej comprou a ideia e autorizou o contato. O treinador então se desligou do Pune City da Índia. A maior desconfiança é porque o treinador está há muito tempo afastado do país.

Marcos Paquetá não dirige um clube brasileiro desde 2004, quando trabalhou no Avaí. Antes, tinha comandado o Flamengo em 1995. Ele foi campeão mundial sub-17 dirigindo a Seleção Brasileira. Na final, o triunfo de 1 a 0 veio com um gol do volante Fernandinho, hoje no Manchester City e defendendo a Seleção Brasileira na Copa do Mundo da Rússia. Daquele time faziam parte dois jogadores hoje no elenco alvinegro: o goleiro Jéfferson e o volante Dudu Cearense.

Nos últimos dez anos Marcos Paquetá ficou no futebol da Ásia, dirigindo inclusive a seleção da Arábia Saudita na Copa do Mundo de 2006, na Alemanha. Trabalhou ainda em clubes sauditas, do Catar e dos Emirados Árabes Unidos.

Resta saber agora se um mau começo de Paquetá nos jogos após a Copa do Mundo possa acabar tornando a sua permanência complicada, devido à pressão. Os jogadores, portanto, terão papel importante no sucesso do novo comandante.

O elenco do Botafogo treinou nesta quarta-feira no Estádio Nilton Santos. O Glorioso visita o Corinthians no dia 18 de julho, às 21h45(de Brasília), na Arena Corinthians, em São Paulo (SP), pela 13ª rodada do Campeonato Brasileiro.

Fora de campo, em uma reunião que entrou a madrugada desta quarta-feira, o Conselho Deliberativo aprovou as contas de 2017, referentes ao último ano de mandato do presidente Carlos Eduardo Pereira. Alguns grupos resolveram protestar contra o direito dado a sócios-torcedores de votarem na próxima eleição. Segundo informações de alguns presentes, o presidente do Conselho Fiscal, Ricardo Wagner de Almeida, quase chegou a vias de fato com Marcelo Guimarães, candidato derrotado na última eleição. O próprio Carlos Eduardo Pereira teria entrado na discussão. No fim os ânimos se acalmaram.

Gazeta Esportiva Gazeta Esportiva
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