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No entorno do Allianz Parque, festa é liberada antes de jogo entre Palmeiras e Atlético-MG

Equipes se enfrentam nesta terça-feira pelo jogo de ida das semifinais da Libertadores

21 set 2021 21h45
| atualizado em 22/9/2021 às 17h54
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Antes de a bola rolar para Palmeiras x Atlético-MG pela Libertadores foi possível ver uma cena rara nos últimos anos: a circulação de torcedores no entorno do Allianz Parque e festa liberada. Não houve cerco montado pela Polícia Militar, que disse ao Estadão que "não havia necessidade" de bloqueio das ruas. Com isso, palmeirenses se reuniram livremente nos bares, lanchonetes e outros locais nas imediações da arena localizada na zona oeste de São Paulo.

Às 18h, três horas e meia antes do início do jogo, já havia membros da Mancha Alviverde, maior torcida organizada do Palmeiras, e torcedores comuns nos bares e lojas no entorno do estádio. A maior parte dos torcedores se aglomerou no cruzamento da rua Palestra Itália (antiga Turiassú) com a Caraíbas. A festa não foi tão grande a ponto de formar o famoso "corredor alviverde", mas os torcedores estavam em grande número e fizeram barulho com instrumentos e fogos. A festa aumentou à medida que o início do duelo foi se aproximando e não diminiu nem com a chegada da chuva do frio.

A reportagem do Estadão também notou atleticanos nos arredores do Allianz Parque. As torcidas de Palmeiras e Atlético-MG são aliadas. Havia até faixas de duas organizadas do time mineiro estendidas em sacadas próximas à arena.

Vendedores ambulantes oferecendo aos torcedores camisas e bandeiras, incluindo a do visitante Atlético-MG, entre outros acessórios, também marcaram presença, mas não saíram felizes com o faturamento da noite. "Até tem bastante torcedor hoje, mas as vendas estão fracas", lamentou Vagner, que vendia ali bonés e camisas do Palmeiras.

"Hoje não foi dos melhores dias", reforçou Moacir. Palmeirense fanático, como enfatizou, ele procura ir a quase todos os jogos e eventos relacionados ao Palmeiras para vender seus artigos.

O bloqueio que impede os torcedores de circular nos arredores do Allianz Parque, especialmente na Palestra Itália, em dias de jogos foi adotado em outubro de 2016, depois de reclamações de moradores e sob o argumento de melhorar a segurança no local. Na época o ex-presidente Paulo Nobre disse, mais de uma vez, ser favorável à medida que revoltou por anos palmeirenses que gostam de assistir às partidas em bares na rua do Allianz Parque e outros que se reúnem para a tradicional festa com bandeiras e fogos em apoio à equipe antes de jogos decisivos.

Nos últimos meses, porém, as ruas permaneceram abertas e a torcida pode se reunir nos bares à medida que os estabelecimentos passaram a prolongar seu horário de funcionamento com o fim das restrições impostas para conter a disseminação da covid-19. No mês passado, por exemplo, antes do duelo contra o São Paulo, pelas quartas de final da Libertadores, não houve bloqueio e os torcedores fizeram a festa. Na ocasião, teve até telões instalados em bares nas imediações do estádio.

Vale lembrar que os torcedores ainda não podem voltar aos estádios no Estado de São Paulo por determinação do governo paulista. Isso só poderá acontecer a partir de 1º de novembro. O Palmeiras, dessa maneira, enfrentou o Atlético-MG ainda sem o apoio de seu torcedor. Mas a Mancha Alviverde, com a ajuda de voluntários, enfeitou as arquibancadas com faixas, bandeiras e um mosaico 3D exibindo jogadores históricos do time alviverde visualizando a imagem do Palmeiras a caminho da "glória", isto é, da taça da Libertadores.

Luís Pereira, Ademir da Guia, Edmundo, Arce, Oséas e Paulo Nunes, César Maluco, Djalma Santos, Marcos, Leivinha e Alex foram os ídolos palmeirenses retratados pela torcida organizada no mosaico.

Já o Atlético contará com o apoio de sua torcida no jogo de volta, terça-feira que vem, no Mineirão. O prefeito de Belo Horizonte, Alexandre Kalil, autorizou a liberação de 30% da capacidade do estádio.

Estadão
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