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Lesões e vaias: Bale cada vez mais próximo de deixar o Real Madrid

Zidane já não esconde insatisfação com atacante contratado por mais de R$ 300 mi, mas que não se firmou

8 mai 2019
04h44
atualizado às 07h20
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"Não sei o que vai acontecer com Bale. Não sei se ele estava focado, vocês precisam perguntar para ele". Zinedine Zidane já não tenta mais esconder a insatisfação com Gareth Bale ao ser questionado pela imprensa. Até mesmo os torcedores perderam a paciência e estão vaiando com frequência o astro, contratado em 2013 por 100 milhões de euros (R$ 315,5 milhões), a maior compra da história até aquele momento, e já que ganhou quatro títulos da Liga dos Campeões pelo clube.

Apesar de ter sido importante em momentos decisivos, as seguidas lesões (foram 22 até janeiro de 2019) fizeram com que Bale nunca conseguisse se estabelecer no futebol espanhol. Em levantamento feito pelo Estado, o jogador esteve presente em 229 dos 337 jogos disputados pelo Real Madrid desde sua chegada, que representa 34% de ausência. Ele é desfalque certo em um a cada três jogos.

Segundo o diário espanhol AS, a equipe madrilenha gastou em seis temporadas ¤ 236 milhões (R$ 1,02 bilhão) apenas em salários com o atleta. Quando o resultado do investimento toma como referência os gols feitos, o número é ainda mais impressionante. Cada um dos 102 gols marcados pelo atacante "custaram" ¤ 2,3 milhões (R$ 10,02 milhões).

A temporada 2018/2019 parece ter sido a última oportunidade dada pela diretoria merengue ao astro. A esperança era que, sem a sombra de Cristiano Ronaldo, Bale assumisse o protagonismo e comandasse o time em novas conquistas. Os dois gols marcados na final da última edição da Liga dos Campeões, contra o Liverpool, foram vistos como uma passagem de bastão para uma nova era.

Mas o resultado foi completamente o oposto. Bale acabou virando o grande símbolo da péssima temporada do Real Madrid sem CR7. Ele até teve algumas oportunidades com Julen Lopetegui, mas passou a ser preterido por Santiago Solari e depois por Zidane com a saída do treinador. A situação piorou com o crescimento de jovens como Asensio e Vinicius Junior.

A falta de paciência dos torcedores é tanta que no dia 6 de abril, contra o Eibar, ele começou a ser vaiado logo aos 3 minutos de jogo. Essa falta de confiança em nada lembra aquele jovem que foi eleito melhor jogador e revelação do Inglês em 2013 pela Associação Profissional do Futebol Inglês (PFA).

"Todo mundo conhece o Bale pelo Real Madrid, mas eu sempre faço uma ressalva. No Tottenham, todo jogo a gente sabia que ele iria decidir pra gente", relembra Sandro, companheiro do galês em sua passagem pela equipe londrina, em conversa com o Estado.

Brigas com técnicos. A relação entre Bale e Zidane não é das melhores, e uma desavença entre os dois seria o motivo de o francês ter deixado o clube em 2018. A revelação foi feita pelo empresário do atleta, Jonathan Barnett: "Bale queria jogar de uma maneira e Zidane queria que ele jogasse de outro", disse à BBC. "No período em que estiveram juntos, as coisas pioraram. Ele quer jogar toda a carreira no Real. Mas se as coisas não se arranjarem, falaremos novamente", disse Barnett.

O veterano treinador Carlo Ancelotti disse que seus problemas com o presidente do clube, Florentino Pérez, começaram depois de uma vez que Bale acabou substituído. "Altruísmo é um fator importante em um grupo. E, se tem uma coisa que me deixa louco, é egoísmo em campo. Quando um jogador tem que passar a bola e não passa. Eu paguei por isso pessoalmente. No Real Madrid, a razão que deu início às discussões com Florentino Pérez foi uma substituição que fiz com Bale. Ele tinha que passar a bola para Benzema, que teria marcado com o gol vazio, mas, em vez disso, ele finalizou. Depois do lance, eu o tirei de campo".

Mesmo em baixa e com contrato até 2022, o nome de Bale ainda desperta interesse em gigantes da Europa. Bayern de Munique e Manchester United são alguns dos times onde o nome do atleta aparece como possível reforço para a próxima temporada do futebol europeu.

Estadão
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