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Mudança na CBF: entidade impõe limite de só uma reeleição

11 jun 2015
16h02
atualizado às 17h56
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Uma das mudanças no estatuto da Confederação Brasileira de Futebol aprovada em assembleia geral extraordinária, nesta manhã de quinta-feira,  no Rio de Janeiro, estabelece que, a partir de agora, o presidente da entidade poderá ter direito a apenas uma reeleição. Ou seja, como Marco Polo Del Nero assumiu o poder em abril deste ano e a atual gestão terminará em 2019, ele ainda poderia ficar na presidência da CBF até 2023. O dirigente, no entanto, enfrenta séria crise com escândalos de corrupção que atingem em cheio a entidade e há no meio esportivo quem aposte na renúncia.

Marco Polo Del Nero só poderá se reeleger uma vez na CBF
Marco Polo Del Nero só poderá se reeleger uma vez na CBF
Foto: Rafael Ribeiro/CBF / Divulgação

A "modernização" do estatuto da CBF não é extensiva às federações. Mas a entidade que controla o futebol fez uma recomendação na assembleia para que as federações sigam o modelo e estabeleçam em seus estatutos o direito a apenas uma reeleição. "Todos vão seguir isso. Se eles aprovaram a medida unanimamente na CBF,  por que não fariam o mesmo em seus redutos?", comentou o secretario geral da CBF, Walter Feldman.

Ele contou que seria "antidemocrático" a CBF impor a decisão às federações. "Elas têm autonomia. Mas todos entenderam o recado e estão de acordo", alegou. 

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De acordo com o presidente da federação do Paraná, Helio Cury, o caminho é irreversível. "No meu Estado, fizemos essa mudança em 2008", lembrou.

O recordista de mandatos entre as federações, Zeca Xaud, de Roraima, há 41 anos no poder, assumiu o cargo quando tinha 29 anos. Hoje, aos 70, se orgulha de ser o dirigente esportivo brasileiro há mais tempo em um mesmo cargo.

Fonte: Especial para Terra
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