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Zeca faz exames e fica perto de assinar com o Corinthians

13 mar 2018
13h29
atualizado às 13h44
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O lateral esquerdo Zeca, que está em litígio com o Santos, realizou exames médicos na manhã desta terça-feira para assinar contrato com o Corinthians. A informação é da Rádio Bandeirantes e dá conta de que o atleta pode assinar com o clube ainda nesta tarde. De acordo com o que apurou a Gazeta Esportiva , há breves trâmites jurídicos a serem examinados para a assinatura.

Foto: Guilherme Dionizio / Gazeta Press

"Caso haja uma decisão favorável ao Santos na Justiça, o jogador e os seus empresários que teriam de arcar com a multa. O Corinthians está se garantindo em contrato para, se isso ocorrer, o clube não ser lesado", afirmou o diretor de futebol do clube, Duílio Monteiro Alves. "Não dá para falar sobre o contrato que não está assinado, mas ele pode assinar hoje (terça), sim", concluiu o dirigente.

Sem jogar desde outubro do ano passado, Zeca entrou com um mandado de segurança e conseguiu sua liberação do vínculo com o Peixe devido a decisão do Tribunal Superior do Trabalho (TST), com base no direito do trabalhador exercer sua profissão. O imbróglio, no entanto, ainda tem alguns capítulos pela frente, sendo o próximo uma audiência marcada para a primeira quinzena de abril.

O alvinegro não cogita mais a reintegração e nem um acordo com Zeca. A audiência está marcada para abril e o departamento jurídico tem a certeza de vitória. Até lá, o lateral até pode assinar com outra equipe, mas há o risco do pagamento de uma multa de R$ 150 milhões para o mercado interno e R$ 200 milhões para o exterior. Flamengo e Girona-ESP recusaram por esse motivo.

No Alvinegro, há segurança a respeito da validade de um contrato diretamente estabelecido, sem necessidade de acordo com o Santos. Por ter bom relacionamento com o time da Baixada, porém, é possível que a diretoria sente-se com o presidente José Carlos Peres na tentativa de viabilizar um acordo. Presentes à Federação Paulista de Futebol (FPF) para o sorteio das quartas, os dois mandatários devem falar sobre o caso em breve.

A contratação chama a atenção pelo atual excesso de jogadores na lateral esquerda do Corinthians. Insatisfeito com a produção de Juninho Capixaba, que custou R$ 6 milhões e a cessão do goleiro Douglas ao Bahia, Fábio Carille pediu a chegada de Sidcley, do Atlético-PR, abrindo mão do volante Camacho, um dos atletas mais utilizados por ele no ano passado.

Zeca chegaria para disputar o setor com a dupla, além de, por ser destro, aparecer como opção para a direita, onde Fagner tem apenas o jovem Mantuan como substituto. O garoto de 20 anos realizou somente dois jogos como profissional, mas foi bastante elogiado pelo desempenho no final de semana, contra o Botafogo-SP.

Em empate por 2 a 2 diante do Vitória, no dia 16 de outubro de 2017, no Pacaembu, Zeca foi ao alambrado reclamar com torcedores após dar uma assistência para Jean Mota. Horas depois, em uma rede social, publicou dedos do meio e cornetas. Na entrevista desta sexta-feira, afirmou que foi mal interpretado pelos santistas.

Com a repercussão negativa, a antiga diretoria, do presidente Modesto Roma, optou por afastá-lo do time para enfrentar o Sport, no dia 19. O capitão Ricardo Oliveira e outros atletas pediram para que o clube revisse a opção e Zeca foi para a partida, e atuou como titular.

No retorno de Recife, Zeca foi cobrado por alguns torcedores no aeroporto em São Paulo. O lateral alega ter sido agredido no rosto. Algumas imagens da época mostram tapas e empurrões. O atleta, na coletiva, reclamou da falta de um esquema de segurança do clube para a passagem dos jogadores em direção ao ônibus.

Zeca se manteve quieto e enfrentou o Atlético-GO, na Vila Belmiro, no dia 22. O lateral quebrou o silêncio do elenco para conversar com a imprensa no intervalo da partida.

"Nosso time está treinando bem. Empatamos alguns jogos. (…) Acho que a torcida merece coisa melhor. É a hora de dar a cara. Tem de ter personalidade. Amo o Santos e vou lutar por ele", disse Zeca.

A rescisão contratual foi pedida na Justiça quatro dias depois da declaração de amor. O fundo de garantia foi pago, mas ainda há dívida em luvas e bonificações, o que não é suficiente para a saída do clube sem custos. Na entrevista desta sexta, Zeca disse que as ameaças foram feitas também para a sua mãe, que sofre problemas psicológicos e estava com dificuldade no tratamento. Diante disso, ele decidiu entrar na Justiça e precisou deixar Santos às pressas, sem nem se despedir dos seus companheiros.

Zeca comparou a situação com a de Gustavo Scarpa no Palmeiras. Eles são agenciados pela mesma empresa. O meia, porém, tinha salários atrasados no Fluminense e, rapidamente, conseguiu a rescisão contratual, algo que não deve ocorrer com o ex-santista.

Gazeta Esportiva Gazeta Esportiva

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