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Marinho relembra final da Libertadores e diz que errou ao 'não pedir para sair'

Atacante elege a decisão como a pior partida que fez com a camisa do Santos, e se arrepende de ter permanecido em campo machucado

26 jul 2021 20h54
| atualizado às 20h54
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Quase seis meses após a derrota por 1 a 0 para o Palmeiras na final da Copa Libertadores, o atacante Marinho relembrou nesta segunda-feira as cenas do frustrante vice-campeonato. Em entrevista ao podcast "Flow", o jogador do Santos adotou altas doses de autocrítica ao avaliar o que aconteceu naquela tarde, no estádio do Maracanã, no Rio de Janeiro, inclusive dizendo que errou ao permanecer em campo machucado e elegendo a partida como a sua pior com a camisa santista.

Submetido a um tratamento intensivo para conseguir jogar a decisão, em razão de um problema no joelho, Marinho começou jogando como titular e ficou até o fim, mesmo tendo recebido uma pancada justamente no local machucado. Em uma análise mais fria meses depois do ocorrido, ele considera que não tomou a decisão certa na ocasião.

"Eu tomei uma pancada no joelho e tratava até de noite. Manhã, treino à tarde, tratamento depois do jogo e depois em casa até uma da manhã. Me preparei para a final e faço o pior jogo meu com a camisa do Santos. Além de termos perdido, eu fui tentar chutar uma bola, dividi com o Luiz Adriano e senti o joelho machucado. Errei em pedir para não sair, mas falariam que eu senti a final. Tentei continuar, mesmo mal, mancando, e falhei", avaliou o jogador.

Após a final, o atacante passou a ser alvo de muitas críticas, o que o deixou bastante chateado, já que ele vinha se esforçando para jogar mesmo lesionado, se tratando com infiltrações. "Isso me machucou o tempo todo. Para muitos eu esqueci de jogar depois da final, mas aquilo me machucou. Não conseguia nem andar depois da final, fiquei quatro jogos fora. Meu joelho estava inchado, eu tomava infiltração para jogar. Parei com as injeções e fui tratar", disse.

Durante a entrevista ao podcast, Marinho ainda tratou de outro assunto relacionado ao Palmeiras: o desentendimento com o volante Felipe Melo durante o clássico do último dia 10 de julho, quando os palmeirenses venceram por 3 a 2. Segundo o santista, a discussão se limitou ao calor do momento.

"Minha discussão com ele foi porque falei que se ele quisesse falar comigo, era para falar sem apontar o dedo", contou. "Eu sou homem, não é porque você é grandão que você é dois. Mas eu respeito todo mundo. Respeito para caramba ele. Da mesma forma que eu quero respeito dele. Ele começou a xingar. Cheguei e falei: 'Não bota a mão na minha cara'. Se quiser falar, eu até escuto, mas não bota a mão na minha cara. Aí ele me xingou, eu xinguei também", concluiu.

Questionado sobre temas além das quatro linhas, o atacante comentou sobre o episódio no qual recusou uma proposta para fazer propaganda para uma marca de cerveja. A ação envolvia pintar o cabelo, mas não foi isso que incomodou o atleta e sim o fato de o seu pai ter sido alcoólatra. "Recebi uma proposta pra pintar o cabelo, mas não aceitei. Meu pai era alcoólatra e eu sofri muito. Dinheiro não compra tudo, não é algo que faço. Pinto de toda cor, rosa, roxo, de toda cor, mas isso não", relembrou.

Após derrota por 1 a 0 para o Atlético Goianiense no último domingo, Marinho se prepara para ir a campo com o Santos nesta quarta-feira, a partir das 19h15, para enfrentar o Juazeirense-BA, no estádio da Vila Belmiro, em Santos, no jogo de ida das oitavas de final da Copa do Brasil.

Estadão
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