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Jardine tem pior aproveitamento no São Paulo desde Doriva, em 2015

Quatro antecessores do atual treinador saíram do clube com performance superior

10 fev 2019
17h15
atualizado às 17h15
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A derrota de sábado por 1 a 0 para a Ponte Preta derrubou ainda mais o moral do São Paulo na temporada e foi especialmente ruim para o técnico André Jardine, muito ameaçado no cargo. Não à toa. Desde a passagem de Doriva pelo posto, em 2015, um treinador não tinha aproveitamento tão ruim à frente da equipe tricolor.

Somadas as cinco partidas em que dirigiu o time na reta final da última temporada com as nove em 2019 (entram na conta os dois amistosos pela Florida Cup), Jardine acumula quatro vitórias, dois empates e oito derrotas, o que representa 33,3% de aproveitamento, exatamente o mesmo desempenho obtido por Doriva nas sete partidas em que treinou a equipe em 2015 (duas vitórias, um empate e quatro derrotas).

Confira como foi o desempenho de cada treinador efetivo do São Paulo desde então:

Doriva: 7 jogos (33,3%)

Ricardo Gomes: 18 jogos (42,6%)

Rogério Ceni: 37 jogos (49,5%)

Dorival Júnior: 40 jogos (51,7%)

Diego Aguirr: 43 jogos (55,8%)

André Jardine: 14 jogos (33,3%)

Para ser mais justo, descontando as três partidas de 2018 nas quais Jardine ainda não havia sido efetivado (empate com o Grêmio, vitória sobre o Cruzeiro e derrota para o Vasco) e os dois amistosos da Florida Cup (derrotas para Ajax-HOL e Eintracht Frankfurt-ALE) deste ano, ainda assim a performance de Jardine não melhora muito: seriam nove partidas, com três vitórias, um empate e cinco derrotas, ou seja, aproveitamento de 37%.

A diretoria deve bancar o treinador ao menos até quarta-feira, quando o São Paulo enfrenta o Talleres-ARG, no Morumbi, pela segunda fase da Libertadores. Derrotado por 2 a 0 na Argentina, o clube brasileiro precisa, no mínimo, devolver o placar para levar a disputa às penalidades. Classificação direta, só com vitória por três gols de vantagem. Se for eliminado, dificilmente Jardine prosseguirá no comando.

Estadão
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