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Na véspera da final da Copa do Mundo, Rapinoe faz duras críticas à Fifa

6 jul 2019
21h28
atualizado em 8/7/2019 às 21h07
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Megan Rapinoe ficou conhecida nesta Copa do Mundo feminina por não se esconder e de se posicionar quando questionada. Em entrevista coletiva, antes da grande final de domingo, contra a Holanda, às 12h (de Brasília), em Lyon, a norte-americana fez duras críticas à Fifa. Ela argumentou que as mulheres não recebem o mesmo tratamento da entidade que os homens, principalmente em termos financeiros.

"Certamente não é justo. Nós devemos dobrar agora e usar esse número para tentar quadruplicar para a próxima. É isso que quero dizer sobre nos sentirmos respeitadas, sobre a Fifa não tratar igual", disse com relação  aos valores destinados às mulheres em comparação aos homens.

Ela concordou com a declaração do presidente da Fifa, Gianni Infantino, sobre esta ser a melhor Copa do Mundo feminina da história. Mas para Rapinou, a qualidade existe, só falta o investimento para a modalidade se tornar um negócio lucrativo como o futebol masculino.

"É tudo sobre dinheiro, dinheiro, dinheiro. Dinheiro da Fifa, da Federação, comercial, patrocinadores. É investir em programas de treinamento, de técnicos. É um tremendo negócio para se investir e apostar no futuro. O futebol feminino provou ano após ano, Copa após Copa, que merece investimento. A qualidade está ali. Mas precisamos do negócio em si também. Não sei porque existe uma resistência em se investir em mulheres", destacou.

As críticas chegaram até ao calendário do futebol mundial. A decisão de ter três finais no mesmo dia foi classificada como "terrível" e "inacreditável" pela jogadora norte-americana. Neste domingo, além da Copa do Mundo feminina, também serão disputadas as finais masculinas da Copa América e Copa Ouro.

"É um calendário terrível para todos. É uma terrível ideia ter tudo no mesmo dia. É Copa do Mundo. Isso é, cancelem tudo no dia. A final da Copa do Mundo está marcada com tanto adiantamento, é inacreditável", argumentou Rapinoe.

Fora das semifinais por conta de uma lesão muscular leva na coxa, a capitã norte-americana deixou claro que está pronta para disputar a final. Questionada se iria à Casa Branca em caso de título, ela confirmou que não aceitaria o convite do presidente Donald Trump.

Gazeta Esportiva Gazeta Esportiva
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