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Sob pressão, depois dos incidentes antes de Liverpool e Real, autoridades da França prometem atitude

Governo francês pretende iniciar um processo de reparação aos danos sofridos por cidadãos ingleses e espanhóis

2 jun 2022 - 09h10
(atualizado às 09h38)
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Na terça-feira, dois ministros do governo francês, Gérald Darmanin, do Interior, e Amélie Oudéa-Castera, dos Esportes, Jogos Olímpicos e Paralímpicos, foram ao Senado francês, para discutir sobre os incidentes nas imediações do Stade de France, que causaram tumulto e impediram a entrada de milhares de torcedores, antes da final da Liga dos Campeões, entre Liverpool e Real Madrid, vencida pelo time espanhol com gol de Vini Júnior.

Segundo Darmanin, o problema foi causado por uma avalanche de ingressos falsificados. "Na tarde do jogo, havia, nas imediações do estádio, entre 30 mil e 40 mil pessoas com entradas falsas ou sem ingressos, além de 75 mil torcedores portadores de ingressos", disse ele, mostrando dados da Polícia, Federação Francesa de Futebol e da SNCF, a empresa responsável pelo transporte ferroviário no país. "A nossa organização poderia ter sido melhor: mesmo que os incidentes fossem imprevisíveis, deveria ter havido mais presença policial e reforço no número de câmeras de monitoramento por vídeo." Ele admitiu que, em "alguns casos, o uso de bombas de gás lacrimogêneo foi contrário às regras, que estes abusos estão sob investigação e que haverá sanções".

Os dois ministros anunciaram que na próxima semana estarão com autoridades britânicas. Vão tratar do apoio das autoridades francesas a cidadãos britânicos e espanhóis, que pretendem iniciar processos de reparação por danos sofridos em virtude dos incidentes. "Nossa abordagem pretende ser a mais transparente possível", disse Oudéa-Castera.

Além disso, diante do fracasso a que foi exposto o esquema de filtragem de torcedores na decisão da Liga dos Campeões, ao redor do Stade de France, os ministros anunciaram que um novo dispositivo de segurança já estará disponível para a partida entre França e Dinamarca, pela rodada inaugural da Liga das Nações. "Trato esses acontecimentos como uma ferida ao nosso orgulho nacional e eles exigem resposta imediata", disse Darmanin.

Vale lembrar que a decisão da competição não era para ser em Paris. A cidade apareceu como solução imediata após a Uefa tirar o jogo de São Petersburgo por causa da guerra imposta pela Rússia à Ucrânia.

Estadão
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