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Descontrole emocional, falta de foco e lesões de Neymar preocupam o PSG

Brasileiro volta a ser criticado na França pela falta de autocontrole; clube parisiense parece confiar mais em Mbappé na Liga dos Campeões e Campeonato Francês

7 abr 2021
13h06
atualizado às 13h06
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Desequilíbrio emocional, falta de foco e perda de espaço entre os melhores da Europa. Para piorar, somam-se a isso também as constantes contusões que contribuem para que Neymar não consiga se destacar como protagonista em 2021. Esse tem sido o histórico do principal jogador brasileiro na atualidade, homem de confiança de Tite na seleção, que nesta quarta-feira, às 16 horas, vai tentar comandar o Paris Saint-Germain diante do Bayern de Munique no primeiro jogo das quartas de final da Liga dos Campeões. A transmissão será pela página do Facebook do canal TNT.

Porém, mais uma vez Neymar está sob desconfiança. A mais recente confusão em que ele se meteu (no jogo do último sábado, diante do Lille, pelo Campeonato Francês, foi expulso por se irritar com um adversário e empurrá-lo) rendeu uma preocupação a mais para a diretoria do clube parisiense,comandada por Leonardo: a de que seu grande jogador venha falhar emocionalmente em um momento tão importante.

Além da falta de equilíbrio emocional após querer até brigar com rival no caminho do vestiário (foi contido por seguranças), o brasileiro sofre com as lesões. Foram quatro contusões na temporada e 20 jogos sem estar em campo pelo clube francês. Neymar gosta de desafios. Terá um grande nesta quarta: provar-se ainda útil do PSG.

Mas a maior preocupação é com o descontrole emocional do jogador, que se manifesta de tempos em tempos nas redes sociais sobre futebol. Em setembro passado, por exemplo, ele também esteve nas manchetes após briga com Alvaro Gonzalez, do Olympique de Marselha. No episódio, acusou o adversário de ato racista. Esse destempero depõe contra o craque. Neymar acumula seis cartões amarelos, mesmo número de gols marcados em 12 partidas na temporada.

O comportamento de Neymar neste último jogo repercutiu em todo o mundo, e especialmente na imprensa francesa. Pelas constantes confusões e a consequente queda de rendimento, a revista France Football questionou o comportamento do brasileiro. Colocou em xeque a maturidade do atleta de 29 anos por se envolver numa briga com um adversário de apenas 20 anos.

Outro ponto questionado é sobre a parte emocional. "A expulsão de Neymar comprovou que o brasileiro não consegue atender às grandes expectativas que são depositadas nele", criticou a publicação. Por fim, a revista conclui que, com tais atitudes, Neymar parece não se qualificar para estar no patamar dos grandes jogadores do mundo. Ele vê colegas serem mais cortejados do que ele no futebol, como o francês Mbappé e Haaland, do Borussia Dortmund.

BBB

Destemperado dentro das quatro linhas, o jogador é ativo nas redes sociais e encontra tempo para se manifestar e acompanhar o reality Big Brother Brasil, por exemplo. Uma de suas intervenções mais recentes foi na polêmica envolvendo suposto racismo entre os participantes da casa. Neymar classificou o atrito da última segunda-feira entre João e Rodolfo como "chororô" e "mimimi" - Rodolfo comparou o cabelo de João com a "peruca" do homem das cavernas. No Twitter também são comuns postagens sobre quem é o seu preferido nos famosos paredões.

Na contramão da trajetória de Neymar, que tem tido mais baixas do que pontos relevantes, Mbappé segue num voo sem escalas para o posto de protagonista e candidato real a ser o melhor do mundo. Com 22 anos, já começa a acumular marcas importantes como a de ser o atleta mais jovem a assinalar 100 gols na Ligue 1 da França. Já foi campeão do mundo também, façanha que Neymar ainda não conseguiu.

No período em que Neymar esteve afastado por lesão, Mbappé marcou 12 gols em apenas dez jogos. A cereja do bolo foi a atuação de gala nos 4 a 1 sobre o Barcelona em pleno Camp Nou, no jogo de ida das oitavas da Liga dos Campeões. Além da bela atuação, fez um hat trick (três gols), ofuscando Messi por completo. Nesta temporada, a estrela de Mbappé tem brilhado com muito mais intensidade do que a de Neymar.

Cabe ao técnico Mauricio Pochettino tentar recuperar o futebol do brasileiro num momento-chave para as pretensões do time francês em seu projeto de ser o melhor da Europa. O treinador sabe que as coisas mudaram desde a ida de Neymar para Paris. "Aqui não serve outra coisa que não seja vencer. Ganhar a Liga dos Campeões é uma obsessão. E esse é o objetivo", afirmou o treinador ao jornal espanhol Marca.

Estadão
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